O Porto Itapoá, principal ativo do fundo de infraestrutura BRZ Infraportos (BRZP11), listado na B3 (Bolsa de Valores brasileira), opera em um modelo que integra receita parcialmente dolarizada, gestão ativa do mix de cargas, expansão física contínua e disciplina financeira.
Dentro de seu segmento, focado exclusivamente na movimentação de contêineres, o Porto é um dos cinco maiores do Brasil e o maior da região Sul.
Em entrevista ao Canal Valores, Ricardo Propheta, CEO da BRZ Investimentos, explicou que o BRZP11 possui uma estrutura diferente da maioria dos fundos imobiliários tradicionais, exigindo análise baseada em geração de caixa operacional, alavancagem e Taxa Interna de Retorno (TIR).
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Confira o episódio completo:
Desempenho e rentabilidade do Porto Itapoá
As receitas do porto são divididas em duas frentes principais: serviços de cais (cobrança pela movimentação de carga nos navios) e serviços de pátio (armazenagem, monitoramento e separação de carga). A margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do terminal é de 70%.
A maior parte do faturamento é sustentada por serviços de pátio na importação, que possuem receitas vinculadas ao dólar. Em 2025, o porto registrou a movimentação recorde de 1,5 milhão de TEUs — equivalente aproximadamente 6 metros de comprimento.
Nos últimos anos, a capacidade física do terminal passou por expansão significativa, segundo Propheta. O pátio saiu de cerca de 200 mil metros quadrados (m2) para aproximadamente 450 mil. O cais foi ampliado de 630 para 800 metros lineares.
Expansão e infraestrutura
No momento, o porto está em obras de dragagem para permitir o acesso de navios de maior porte, com até 370 metros de comprimento.
O BRZP11 também investe na expansão da área de pátio e do cais. O Capex (investimento em bens de capital) estimado para a fase atual de expansão é de cerca de R$ 500 milhões.
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BRZP11: diferença entre Dividend Yield e TIR
Ao contrário de fundos imobiliários tradicionais, cujo foco costuma estar no dividend yield (rendimento de dividendos) mensal, o fundo de infraestrutura é analisado prioritariamente pela Taxa Interna de Retorno (TIR).
O indicador reflete o retorno total do investimento, considerando tanto os dividendos quanto a valorização do ativo decorrente do reinvestimento do caixa na própria operação. Segundo o CEO, o fundo prioriza a visão de longo prazo, onde o lucro não distribuído é utilizado para financiar expansões


