O BTG Pactual avalia que as big techs não terão impactos materiais no curto prazo com maiores preços de energia à medida que a demanda elétrica associada à Inteligência Artificial (IA) tem crescido rapidamente nos Estados Unidos.
Nas próximas semanas, o governo dos EUA deve se reunir com grandes empresas de tecnologia para discutir um compromisso voltado a limitar o repasse de custos de energia ligados à expansão de data centers.
Na visão do banco, a discussão ganhou espaço não só pela questão de acessibilidade nos EUA, mas também pelo ambiente político antes das eleições de meio de mandato, que redefinirá as cadeiras da Câmara e Senado norte-americano em novembro.
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Demanda de energia cresce com avanço da IA, mas não muda tese
O aumento do uso de inteligência artificial tem impulsionado a expansão de data centers, estruturas que armazenam e processam grandes volumes de dados.
Esse movimento exige alto consumo de energia elétrica, o que tem levantado preocupações sobre o impacto nas tarifas pagas por consumidores e pequenas empresas.
Segundo o relatório do BTG, a discussão ganhou força porque a expansão da infraestrutura digital ocorre em paralelo ao aumento da demanda energética em várias regiões dos Estados Unidos.
O BTG afirma que o avanço da inteligência artificial tende a ampliar o nível de regulação sobre a construção de novos data centers.
Isso pode aumentar exigências burocráticas e licenças necessárias para novos projetos, além de prolongar prazos de implantação em algumas regiões.
Ainda assim, o banco não vê mudança relevante na tese estrutural para o setor de tecnologia.
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Debate político não deve alterar tese de big techs
Na avaliação do banco, o debate atual está ligado principalmente à questão de acessibilidade da energia para a população e ao ambiente político que antecede as eleições.
Apesar disso, os analistas não esperam impacto relevante no curto prazo para as grandes empresas de tecnologia, como Alphabet, Meta Platforms, Microsoft e Amazon.
Investimentos seguem elevados
Durante a última temporada de resultados, as grandes empresas de tecnologia revisaram para cima seus planos de investimento (capex).
Segundo o BTG, o aumento do capex pelos chamados hyperscalers — empresas que operam grandes plataformas de computação em nuvem — indica continuidade do ciclo de investimentos ligado à inteligência artificial.



