O volume do setor de serviços no Brasil avançou 0,3% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal. Com o resultado, a atividade voltou a igualar o nível recorde da série histórica, já observado em outubro e novembro do ano passado.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O setor permanece 20,1% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020.
Na comparação anual, o volume de serviços avançou 3,3%, registrando o 22º resultado positivo consecutivo. O crescimento foi puxado principalmente por informação e comunicação (6,5%) e serviços profissionais e administrativos (5%).
De acordo com Lobo, o resultado reforça o dinamismo do setor. “Os serviços voltados às empresas continuam sendo protagonistas, especialmente informação e comunicação e serviços profissionais”, disse.
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Tecnologia e transportes puxam resultado do setor de serviços
O avanço de janeiro foi impulsionado por três das cinco atividades pesquisadas. O principal destaque foi o grupo de outros serviços, com alta de 3,7%. Também cresceram:
- informação e comunicação (1%)
- transportes (0,4%)
Já os serviços prestados às famílias recuaram 1,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis.
Segundo Rodrigo Lobo, o desempenho do mês foi influenciado por atividades diversificadas. “O resultado de janeiro manteve o setor em seu nível mais elevado, com destaque para serviços como agenciamento de espaços de publicidade, tecnologia da informação, serviços financeiros auxiliares e atividades de correio”, disse.
Turismo recua e transportes têm desempenho misto
O índice de atividades turísticas caiu 1,1% em janeiro frente a dezembro, segundo resultado negativo consecutivo.
Mesmo assim, o segmento ainda está 11,6% acima do nível pré-pandemia. Na comparação anual, houve crescimento de 3,5%, impulsionado por transporte aéreo de passageiros, restaurantes, agências de viagens e serviços de reserva.
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Entre os estados, o principal impacto negativo veio do Paraná, enquanto São Paulo registrou a maior contribuição positiva.
O transporte de passageiros ficou estável em janeiro frente a dezembro. O segmento permanece 6,7% acima do nível pré-pandemia, mas ainda 17,9% abaixo do pico histórico registrado em 2014.
Já o transporte de cargas avançou 0,1% no mês e está 38,3% acima do patamar pré-pandemia. Na comparação anual, ambos cresceram: passageiros avançaram 5,7% e cargas, 3%.
Economistas veem início de ano mais forte para serviços
Para Leonardo Costa, economista do ASA, os dados de atividade divulgados pelo IBGE indicam um início de 2026 um pouco mais forte que o esperado.
Segundo ele, o avanço dos serviços em janeiro superou a mediana das estimativas do mercado, que apontava alta de 0,1%. Apesar disso, o economista afirma que o resultado não altera a avaliação de desaceleração gradual da economia em um ambiente de juros elevados.
Já André Valério, economista do Banco Inter, avalia que o crescimento ficou concentrado em segmentos menos cíclicos da economia. Segundo ele, os serviços de informação e comunicação têm sido o principal motor do setor e respondem por cerca de 44% do crescimento acumulado nos últimos 12 meses.
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Na avaliação do economista Maykon Douglas, o conjunto dos indicadores de atividade do IBGE mostra um início positivo para 2026.
No entanto, ele aponta que a composição do resultado traz sinais mistos. A média móvel trimestral indica estabilidade do setor, e segmentos ligados ao consumo das famílias mostraram fraqueza.
Mesmo assim, Douglas avalia que medidas de expansão de renda, como reajustes do salário mínimo e mudanças no imposto de renda, podem favorecer o setor nos próximos meses.











