O dólar fechou esta quinta-feira (19) em queda de 0,59% frente ao real, a R$ 5,21. O movimento foi impulsionado pelo recuo dos preços do petróleo, após declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicarem a possibilidade de redução das tensões no Oriente Médio.
Investidores reagiram às falas de Netanyahu, que afirmou que a guerra pode terminar mais rápido do que o esperado. Segundo ele, o Irã perdeu capacidade de enriquecer urânio e fabricar mísseis balísticos.
O premiê também mencionou esforços para reabrir o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo. A possível normalização do fluxo reduziu os prêmios de risco na commodity.
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Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou que países-membros devem liberar até 426 milhões de barris de reservas estratégicas, o que ampliou a pressão de queda nos preços.
Juros globais seguem no radar
Após a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros, o presidente da instituição, Jerome Powell, adotou um discurso considerado conservador pelo mercado. Isso reduziu as expectativas de cortes de juros ainda neste ano.
No mesmo sentido, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE) também mantiveram suas taxas e alertaram para riscos inflacionários, o que pressionou os mercados de renda fixa.
Dólar recua no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 1% no mercado brasileiro, aos 99,2 pontos. O indicador é usado como referência para avaliar a força global da moeda americana.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Copom corta Selic e mantém política restritiva
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Apesar do corte, o Banco Central indicou que a política monetária seguirá restritiva, ou seja, com juros ainda elevados para conter a inflação.
Intervenção do BC e fluxo cambial
O Banco Central realizou um leilão de US$ 1 bilhão no mercado à vista, combinado com swaps reversos — operação conhecida como “casadão”.
Nesse tipo de intervenção, a autoridade monetária vende dólares no mercado à vista e, simultaneamente, assume posição comprada no mercado futuro. O objetivo é aumentar a liquidez e reduzir distorções entre os preços.
Segundo operadores, a medida ocorreu em meio a saídas de recursos no mercado à vista, o que elevava o chamado cupom cambial — taxa que reflete o custo de carregar posições em dólar.











