O dólar fechou esta sexta-feira (27) em queda de 0,28% frente ao real, a R$ 5,24, apesar do fortalecimento da moeda americana e do aumento da aversão ao risco no exterior, impulsionado pela alta dos preços do petróleo e incertezas geopolíticas envolvendo o Oriente Médio.
No mercado doméstico, operadores atribuíram a queda do dólar à entrada de recursos por exportadores e a ajustes técnicos típicos do fim de mês. A chamada internalização de recursos ocorre quando empresas exportadoras convertem receitas em dólar para reais, aumentando a oferta da moeda estrangeira no país e pressionando sua cotação para baixo.
Além disso, a proximidade do encerramento do mês leva investidores a realizarem a rolagem de posições no mercado futuro, que consiste na substituição de contratos que estão vencendo por novos contratos com prazos mais longos.
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Apesar da queda no dia e da baixa de 1,27% na semana, o dólar ainda acumula valorização de 2,10% frente ao real no mês.
Dólar sobe no exterior
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, superou os 100 pontos, indicando valorização global da divisa americana. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Geopolítica mantém volatilidade
As oscilações recentes refletem incertezas sobre o conflito no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu adiar por 10 dias uma possível ação militar contra instalações iranianas, mantendo negociações com o Irã em andamento.
Segundo o jornal The Wall Street Journal, autoridades iranianas ainda não responderam ao plano apresentado pelos EUA.
Sem sinais concretos de cessar-fogo, os preços do petróleo voltaram a subir, elevando a percepção de risco global. O contrato do petróleo WTI para maio avançou 3,33%, a US$ 94,19 por barril. Já o Brent para junho, referência para o Brasil, subiu 3,37%, a US$ 105,33. No mês, a alta do Brent supera 50% e, no acumulado do ano, passa de 80%.
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Banco Central não intervém no pregão
Após duas atuações recentes, o Banco Central do Brasil não realizou intervenções no mercado de câmbio nesta sessão. Na semana, a instituição ofertou US$ 2 bilhões em operações de linha, que consistem na venda de dólares com compromisso de recompra futura, instrumento utilizado para fornecer liquidez ao mercado.
Operadores apontam que as intervenções ocorreram diante de uma possível escassez de moeda no mercado à vista e de ajustes nas posições de bancos, comuns no fechamento de trimestre.











