A colombiana Ecopetrol deve assinar, nos próximos dias, uma oferta de compra das ações da Brava Energia (BRAV3), segundo fonte que acompanha a negociação de perto, ouvida pelo Monitor do Mercado. O preço por ação deverá ficar em R$ 26.
Procuradas pelo Monitor, com a opção de confirmar ou negar a informação desde o dia 31 de março, Ecopetrol, Brava e JiveMauá — uma das principais acionistas da Brava e interessada no deal — optaram por não comentar.
ATUALIZAÇÃO: Após a publicação da reportagem, a Brava publicou um comunicado negando estar envolvida na negociação, levantando questionamentos sobre seu interesse em comentar apenas depois de a notícia ter circulado. Leia mais sobre o assunto aqui.
O caso é antigo. Em dezembro do ano passado, a mesma negociação travou, por conta do preço oferecido pela estatal colombiana (perto de R$ 23 por ação), que pareceu baixo demais para os acionistas.
Pelo que foi apurado, agora a estatal colombiana Ecopetrol aprovou internamente, em duas instâncias, a realização da operação a R$ 26 por ação. Nesta segunda-feira (6), os papéis da Brava (BRAV3) estão na casa dos R$ 20, o que daria um prêmio de quase 30% pela venda.
Para não precisar fazer uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) de 100% da Brava, a Ecopetrol deverá fazer a oferta inicial para comprar as ações diretamente do bloco de referência (JiveMauá, Yellowstone e Somah Printemps Quantum) para, depois, fazer uma oferta parcial, comprando ações no mercado.
História começou em dezembro
As discussões entre as partes não são recentes. As movimentações envolvendo a estrutura da oferta começaram ainda no fim do ano passado, quando a operação teria sido levada à análise interna.
À época, as ações BRAV3 subiram mais de 5% diante dos rumores. Uma reportagem do site Pipeline noticiava que a estatal colombiana buscava uma proposta para atingir 15% das ações da Brava, com possibilidade de chegar a até 50% do capital. O objetivo da Ecopetrol é contabilizar as reservas da petroleira brasileira e, para isso, precisariam de posição de controle.
Em fato relevante, a companhia brasileira negou ter conhecimento “de possíveis interessados em adquirir ações de sua emissão com objetivo de formação de bloco de controle”. O comunicado, entretanto, deixava em aberto a possibilidade de ofertas que não envolvam mudança no controle da Brava Energia.
Assim como a Brava Energia não citava a Ecopetrol no documento, a gigante colombiana não se pronunciou sobre a especulação, reforçando a possibilidade de um acordo entre ambas, como indicavam pessoas ouvidas pelo Monitor.
Ações da Brava Energia disparam
Apesar dos rumores, os ganhos recentes das ações da Brava Energia ocorrem devido a outros dois fatores: a valorização do petróleo no mercado internacional e o avanço operacional da companhia com novos projetos de perfuração.
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Na última segunda-feira (30), a empresa informou o início da campanha de perfuração de quatro novos poços nos campos de Papa-Terra, na Bacia de Campos, e Atlanta, na Bacia de Santos, conforme informou o site Suno. As atividades serão realizadas com a sonda Lone Star, operada pela Constellation, e devem ser concluídas no primeiro trimestre de 2027.
A expectativa da companhia é iniciar a produção do primeiro óleo dos novos poços de Papa-Terra no quarto trimestre de 2026. Já no campo de Atlanta, o início da produção está previsto para o segundo trimestre de 2027.











