A semana mais curta, devido ao feriado da Páscoa, começou com aumento da aversão a risco nos mercados. O cenário foi influenciado pela ausência de avanços no conflito do Oriente Médio e pelas tensões no Estreito de Ormuz, que impactaram a oferta global de petróleo. A cotação da commodity chegou a cerca de US$ 115 por barril diante das incertezas sobre o fluxo da região.
No fim de semana, não houve avanço nas negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã. Apesar do discurso americano em favor de uma solução negociada, a movimentação militar elevou as preocupações com possível intensificação do conflito.
Na terça-feira (31), o presidente Donald Trump afirmou que o conflito poderia ser encerrado em duas ou três semanas e minimizou a relevância do Estreito de Ormuz para os EUA, destacando que o impacto maior recai sobre países da Ásia e da Europa. Segundo essa leitura, a autossuficiência energética americana reduziria a exposição direta ao risco da região.
- Quer ver o relatório completo e receber atualizações semanais sobre o mercado financeiro? Então clique aqui, preencha o formulário e tenha acesso GRATUITO!
A sinalização de menor envolvimento direto dos EUA contribuiu para redução da pressão sobre ativos de risco. O petróleo tipo Brent recuou para abaixo de US$ 99 por barril ao longo da semana. Ainda assim, declarações posteriores indicaram possibilidade de intensificação das ações militares, o que manteve o nível de incerteza elevado e limitou a normalização do ambiente geopolítico.
Nesta quinta-feira (2), o Monitor do Mercado traz mais uma edição do quadro “A Semana em 5 Minutos”, resumo semanal direto e sem enrolação assinado por Gil Carneiro. Clique aqui para começar a receber.
“Das habilidades que o mundo sabe, essa ainda é a que faz melhor: dar voltas.” — José Saramago.
Brasil
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi confirmado como candidato à Presidência pelo PSD. Apesar da taxa de aprovação elevada no estado, o candidato aparece com 4% das intenções de voto. Entre os desafios da campanha está a redução do chamado “voto útil”, quando eleitores concentram apoio em candidatos mais competitivos para evitar resultados indesejados.
No campo econômico, o Banco Central do Brasil revisou a projeção para o IPCA, indicador oficial de inflação. A estimativa subiu de 4,17% para 4,31%. A previsão para a Selic, taxa básica de juros, foi mantida em 12,50% para o fim do ano.
Apesar disso, os contratos de DI, que refletem a expectativa dos investidores para os juros futuros, apontam taxa próxima de 13,80%. A diferença em relação ao Focus indica percepção de risco maior para a inflação ou necessidade de juros mais elevados.
Dados do Caged mostraram a criação de 255 mil vagas formais em fevereiro, abaixo da expectativa de 270 mil. Já a produção industrial recuou 0,7% no período, contra projeção de queda de 1%. O endividamento das famílias atingiu 49,7% da renda, próximo da máxima histórica registrada em 2005.
- A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.
EUA
O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou que o cenário inflacionário segue sob controle, mesmo com a alta recente do petróleo. A sinalização reduz a probabilidade de elevação inesperada dos juros no curto prazo.
Ao mesmo tempo, há sinais de desaceleração da atividade econômica. O movimento é interpretado pelo mercado como possibilidade de cortes de juros à frente, o que pode influenciar fluxos globais de capital e ativos de risco.











