Os pagamentos no Brasil chegaram a 78,4 bilhões de operações e movimentaram R$ 68,2 trilhões no segundo semestre de 2025, segundo dados do Banco Central (BC). Na comparação com o mesmo período de 2024, houve aumento de 12,9% na quantidade de transações e de 14,1% no volume financeiro.
No segundo semestre de 2025, o Pix respondeu por 54,7% das transações, com 42,9 bilhões de operações. O crescimento foi de 24,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo o principal responsável pela expansão do volume total de transações.
Já os cartões — que incluem crédito, débito e pré-pago — somaram 23,8 bilhões de transações e representaram 30,4% do total. O cartão de crédito avançou 9,4%, o pré-pago cresceu 2,2% e o débito permaneceu estável.
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Em termos de valores movimentados, as transferências via TED (Transferência Eletrônica Disponível) lideraram, com 34,7% do total. O Pix aparece na sequência, com 28,6% do volume financeiro. O valor médio das transações via TED foi de R$ 58,3 mil, enquanto no Pix foi de R$ 456.
O boleto bancário registrou aumento de 3,7% no volume financeiro e respondeu por 7,6% do total movimentado no período. Por outro lado, o cheque apresentou queda de 18,7% no volume financeiro e representou apenas 0,5% das transações. Foram emitidos 63,3 milhões de cheques, com valor médio de R$ 4,9 mil.
Crédito concentra 70% das compras no cartão
Entre os cartões, a modalidade crédito apresentou crescimento de 13% no volume financeiro em relação ao segundo semestre de 2024. Essa modalidade concentrou 70,6% do total movimentado por cartões.
A maior parte das compras continua sendo realizada à vista, com 87,3% das transações. As compras parceladas em duas ou três vezes representaram 8,2%, enquanto aquelas com quatro a seis parcelas somaram 3%. Parcelamentos mais longos responderam por 1,6%.
O número de cartões de crédito ativos chegou a 253,8 milhões, com alta de 7% em um ano. Já os cartões de débito cresceram 3%, enquanto os pré-pagos recuaram 8,4%. O valor médio das transações foi de R$ 138 no crédito, R$ 58 no débito e R$ 41 no pré-pago.
Taxas de cartões recuam para o comércio
As taxas cobradas dos lojistas para aceitar pagamentos com cartão — chamadas de MDR (Merchant Discount Rate) — apresentaram queda gradual entre 2024 e 2025. No crédito, a taxa média caiu de 2,29% para 2,10%. No débito, passou de 1,10% para 1,08%. No pré-pago, recuou de 1,55% para 1,47%.
Já a tarifa de intercâmbio (TIC), que remunera os emissores dos cartões, permaneceu próxima aos limites regulatórios no débito e pré-pago. No crédito, a média foi de 1,71%, com leve alta, influenciada pelo aumento de cartões premium.
Pagamentos por aproximação
A tecnologia de pagamento por aproximação (contactless) segue em expansão. No quarto trimestre de 2025, representou:
- 39,2% das transações no crédito;
- 50,1% no débito;
- 60,8% no pré-pago.
No comércio eletrônico, as transações online responderam por 23,3% das operações com cartão de crédito.
Também houve avanço dos pagamentos recorrentes, como assinaturas de serviços. No crédito, esse tipo de operação representou 9,1% das transações.
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Saques caem, mas Pix Saque aumenta
Os saques em dinheiro continuam em trajetória de queda. No segundo semestre de 2025, foram realizadas 1,1 bilhão de operações, com recuo de 13,8% em relação ao mesmo período de 2024.
Em contrapartida, o Pix Saque — que permite retirar dinheiro em estabelecimentos comerciais — registrou 8,5 milhões de transações, com crescimento de 20,9% no período.











