O dólar fechou esta quarta-feira (8) em queda de 1,10% frente ao real, a R$ 5,10 — menor nível desde 17 de maio de 2024. O movimento refletiu a redução dos prêmios de risco globais após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.
Apesar da desvalorização, a sessão foi marcada por volatilidade. Entre os fatores, estiveram o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta a ataques de Israel ao Líbano, e declarações de autoridades iranianas contrárias a negociações no momento.
Mesmo com incertezas, os preços do petróleo registraram forte queda. O contrato do WTI para maio caiu 16,4%, a US$ 94,41 o barril, menor nível desde 25 de março. Já o Brent para junho recuou 13,3%, a US$ 94,75 o barril, menor patamar desde 11 de março.
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Fatores domésticos também pesam
Além do cenário externo, o real foi impactado por fatores internos. Entre eles estão a possível redução do diferencial de juros entre o Brasil e o exterior — que mede a diferença entre as taxas de juros — e o aumento das incertezas fiscais com a proximidade das eleições presidenciais.
Apesar da queda do dólar, a moeda brasileira teve desempenho mais fraco em comparação com outras moedas emergentes. Divisas latino-americanas, como o peso mexicano e o peso chileno, avançaram mais de 1,5% frente ao dólar, enquanto o rand sul-africano subiu mais de 2%.
Dólar volta a subir no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu pela manhã, mas voltou a subir à tarde. O indicador saiu da mínima de 98,951 pontos e alcançou máxima de 99,179 pontos ao longo do dia. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Em 2026, o índice ainda registra alta superior a 0,70%.
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