A produção industrial brasileira cresceu 0,9% de janeiro para fevereiro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9).
Ao todo, a indústria avançou em 11 dos 15 locais pesquisados, indicando uma expansão disseminada, ainda que com intensidades diferentes entre as regiões.
Os principais destaques positivos foram Espírito Santo (11,6%) e Rio Grande do Sul (6,7%). Também houve crescimento na Bahia (3,2%), Pará (2,7%), Ceará (2,5%), Amazonas (1,7%), Santa Catarina (1%), Nordeste (1%), Pernambuco (0,6%), São Paulo (0,5%) e Rio de Janeiro (0,2%).
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Por outro lado, quatro locais registraram retração: Mato Grosso (-0,9%), Goiás (-0,8%), Minas Gerais (-0,3%) e Paraná (-0,1%).
Queda anual é influenciada por menos dias úteis
Na comparação com fevereiro de 2025, a produção industrial caiu em nove dos 18 locais pesquisados. O recuo nacional foi de 0,7%. Segundo o IBGE, o resultado foi impactado pelo calendário, uma vez que fevereiro de 2026 teve 18 dias úteis, contra 20 dias úteis no mesmo mês do ano anterior.
As maiores quedas ocorreram no Rio Grande do Norte (-24,5%), Ceará (-9,8%), Paraná (-7,7%), Amazonas (-7,2%) e Goiás (-6,1%). Também houve retrações em Santa Catarina (-5,9%), Bahia (-4,1%), São Paulo (-3,6%) e Maranhão (-1,6%).
Na direção oposta, o Espírito Santo registrou alta de 31,3%, seguido por Pernambuco (25%) e Mato Grosso do Sul (8,3%). Também cresceram Rio de Janeiro (5,8%), Mato Grosso (2,9%), Nordeste (1,6%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Pará (0,4%). Minas Gerais apresentou estabilidade.
Produção industrial segue acima do nível pré-pandemia
Apesar das oscilações recentes, a produção industrial permanece acima do patamar pré-pandemia em parte relevante do país. Em fevereiro de 2026, 11 dos 15 locais pesquisados operavam acima do nível de fevereiro de 2020.
Os maiores avanços foram registrados em Mato Grosso (24,8%), Rio de Janeiro (18,3%) e Minas Gerais (17,6%). Também superaram o nível pré-covid Espírito Santo (10%), Amazonas (7,1%), Santa Catarina (6,3%), Paraná (5,9%), Goiás (5%), Pernambuco (4,1%), Rio Grande do Sul (2,8%) e São Paulo (0,2%).
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Por outro lado, algumas regiões ainda operam abaixo desse patamar, como Pará (-7,4%), Ceará (-12,5%), Nordeste (-18,1%) e Bahia (-22,2%).
Na média nacional, a indústria estava 3,2% acima do período anterior à pandemia.











