O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (9) em alta de 1,52%, aos 195.129,25 pontos, renovando novamente tanto seu recorde de fechamento como sua máxima histórica (195.513,91 pontos).
A valorização foi impulsionada pela expectativa de avanço em negociações de cessar-fogo no Oriente Médio. Segundo informações, o governo dos Estados Unidos solicitou a Israel a suspensão de ataques no Líbano, com o objetivo de consolidar um cessar-fogo com o Irã.
Além disso, houve indicação de que o Irã permitiria maior fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Apesar disso, relatos indicam que um acordo definitivo ainda não está garantido.
Nesta sessão, o índice chegou ao oitavo avanço consecutivo e ao 15º recorde de fechamento registrado no ano. Em abril, a Bolsa acumula valorização de 4,09%, somando ganhos de 21,10% em 2026.
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Fluxo estrangeiro
Analistas afirmam que a valorização do Ibovespa tem sido impulsionada pelo fluxo de investidores estrangeiros. Um dos sinais disso é o desempenho do EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, que subia mais de 2% no dia.
Além disso, os ADRs (recibos de ações brasileiras negociados nos EUA) de Petrobras tiveram desempenho superior ao das ações na B3, indicando demanda internacional pelos papéis.
Destaques do Ibovespa
A Petrobras acompanhou a recuperação parcial do petróleo no mercado internacional, registrando alta de 2,93% (ON) e 2,77% (PN). O setor financeiro também ajudou a Bolsa brasileira: Itaú (PN) subiu 1,71%, enquanto Santander (Unit) avançou 1,81%. Por outro lado, a Vale recuou 1,05%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Usiminas (+6,08%), Auren (+5,06%) e C&A (+5,06%). Já entre as quedas, ficaram Totvs (-3,20%), Marfrig (-2,83%) e Natura (-1,45%).
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