O dólar fechou esta segunda-feira (13) em queda de 0,29% frente ao real, a R$ 4,99 — menor fechamento desde 27 de março de 2024. O recuo ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo com o Irã.
Pela manhã, a moeda chegou a subir com a repercussão do impasse nas negociações de paz no Oriente Médio e da decisão dos EUA de bloquear portos iranianos. Com o movimento, as cotações do petróleo fecharam em alta, ainda próximas de US$ 100 por barril.
Durante a tarde, no entanto, o cenário mudou após Trump afirmar que o Irã entrou em contato com o governo americano e demonstrou interesse em um entendimento. Segundo ele, um acordo dependeria da renúncia ao programa nuclear iraniano.
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Balança comercial e fluxo para o Brasil
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil acumulou superávit de US$ 6,748 bilhões nas duas primeiras semanas de abril, alta de 151,6% na comparação anual. O resultado foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que inclui exportações de petróleo.
Perspectiva para moedas emergentes
Relatório do Goldman Sachs aponta que, após o alívio inicial nas tensões geopolíticas, os termos de troca — relação entre preços de exportação e importação de um país — devem ganhar relevância no comportamento das moedas.
O banco projeta que, em um cenário de apetite por risco e preços elevados de energia, moedas como o real e o peso mexicano podem apresentar desempenho relativo superior.
Dólar recua no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou cerca de 0,30% e encerrou próximo de 98,38 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Entre outros destaques, o florim húngaro subiu mais de 3% após o resultado das eleições parlamentares no país.
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