O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), completou seu quarto recorde de fechamento nesta segunda-feira (13), ao registrar alta de 0,34%, aos 198.000,71 pontos. O movimento foi impulsionado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando uma possível retomada das negociações com o Irã.
Os destaques da sessão ficaram com as gigantes de commodities: a Petrobras registrou ganhos de 1,78% (ON) e 1,53% (PN), enquanto a Vale obteve uma valorização de 2,07%, fortalecendo o desempenho do índice. Já no setor financeiro, o destaque positivo ficou com o Bradesco, que fechou em alta de 1,08% (ON), enquanto as ações preferenciais do Itaú recuaram 0,52%.
Entre as maiores altas do dia, Braskem reportou ganho de 7,35%, seguida pela Marfrig, com alta de 5,9%. Na ponta oposta, ações da Copasa caíram 3,64%, figurando a maior perda do pregão.
No câmbio, o dólar fechou abaixo de R$ 5, e desvalorização de 0,29% frente ao real, com os sinais de novas negociações entre EUA e Irã.
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No cenário internacional, os mercados são impulsionados por uma nova onda de otimismo por um cessar-fogo no Oriente Médio, após Donald Trump sinalizar uma nova rodada de negociações com o Irã, que pode acontecer até o próximo fim de semana.
O republicano afirmou que Teerã fez contato para retomar as conversas, enquanto o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, indicou abertura para negociar dentro dos limites do direito internacional. Apesar do tom mais conciliador, os avanços concretos ainda são limitados.
O principal impasse segue no centro da disputa: o programa nuclear iraniano. Segundo relatos da imprensa americana, Washington exige a suspensão total do enriquecimento de urânio por até 20 anos, além da retirada do estoque já produzido. O Irã, por sua vez, aceita apenas uma pausa de cinco anos, mantendo o material em seu território.
Em paralelo, outra frente de tensão no Oriente Médio ganha protagonismo. Representantes de Líbano e Israel se reúnem em Washington nesta terça-feira (14) para negociações diretas inéditas em décadas. O encontro, no entanto, começa sob forte ceticismo.
Um alto dirigente do Hezbollah já afirmou que não reconhecerá qualquer acordo resultante das tratativas, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu reforça que não há perspectiva de cessar-fogo, mantendo como prioridade o desarmamento do grupo.
No Brasil, o foco se volta para a política fiscal. O governo deve confirmar nesta quarta-feira (15) o envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 ao Congresso, com meta de superávit primário de 0,5% do PIB. O número já vinha sendo sinalizado pela equipe econômica e deve ser mantido como forma de reforçar o compromisso com o ajuste das contas públicas, especialmente em um horizonte que começa a se aproximar do ciclo eleitoral.
A avaliação interna é de que a meta é desafiadora, mas factível, apoiada pelo aumento estrutural da arrecadação nos últimos anos, além de medidas como o corte de benefícios tributários e a expectativa de receitas extras com leilões de petróleo.
O PLDO também deve trazer metas indicativas mais ambiciosas para os anos seguintes, com superávit de 1% do PIB em 2028 e 1,25% em 2029, além de uma nova referência para 2030, sinalizando possível aceleração no ritmo de consolidação fiscal.
Para o mercado, a manutenção dessas metas tende a reforçar a credibilidade da política fiscal. Ainda assim, a execução permanece no radar dos investidores, diante do histórico recente de frustração de resultados e da elevada sensibilidade política do tema.
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Manchetes desta manhã
- Relatório final da CPI do Crime pede indiciamento de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes (Valor)
- Irmãos Batista travam disputa com Petrobras e Eneva em leilão de energia de R$ 515 bi (Folha)
- Porto Seguro também decide encerrar negociações com a Oncoclínicas após desistência do Fleury (Estadão)
- Com disparada do preço, demanda global por petróleo terá maior queda desde a pandemia (O Globo)
- Indústria do Brasil despenca em ranking da produção global (Valor)
Mercado global sobe com expectativa por acordo entre EUA e Irã
As bolsas da Europa avançam motivadas pelo otimismo sobre uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã. A expectativa de avanço nas negociações alivia os preços do petróleo e favorece o mercado europeu, que apresenta forte dependência das importações de energia.
Indústrias e tecnologia se destacam entre as altas, enquanto o segmento de bens pessoais e domésticos lideram as perdas.
Na Ásia, os índices tiveram uma sessão positiva, sustentados pelo otimismo do mercado após sinais de reaproximação entre EUA e Irã.
O petróleo recua, dando suporte adicional às ações, ajudando a aliviar as pressões inflacionárias e reduzindo as preocupações com uma política monetária mais restritiva. No Japão, o índice Nikkei avançou 2,43%, enquanto na China o Shenzhen fechou em alta de 1,61%, no nível mais alto desde janeiro de 2022.
Em Nova York, os índices futuros buscam a estabilidade nesta terça-feira (14), após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar a retomada das negociações com o Irã, aumentando as expectativas de cessar-fogo.
Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro: +0,11%
- FTSE 100: -0,08%
- CAC 40: +0,48%
- Nikkei 225: +2,43%
- Hang Seng: +0,82%
- Shanghai SE Comp: +0,95%
- Ouro (abr): +0,72%, a US$ 4.801,5 por onça troy
- Índice do dólar (DXY): -0,20%, aos 98,171 pontos
- Bitcoin: +1,88% a US$ 74.500,01
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Commodities
- Petróleo: os contratos futuros são negociados abaixo de US$ 100 por barril, refletindo a expectativa de uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã após o fracasso recente das conversas no fim de semana. Ainda assim, os preços permanecem sustentados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.
Em paralelo, a Agência Internacional de Energia (AIE) avalia que o conflito no Oriente Médio alterou significativamente as perspectivas globais de consumo, projetando uma queda de 1,5 milhão de barris por dia na produção mundial em 2026 ante 2025. A entidade também prevê que as exportações de petróleo e gás da região sejam parcialmente normalizadas até meados do ano, embora ainda abaixo dos níveis anteriores ao conflito.
O Brent/junho recua 0,24%, cotado a US$ 99,12, enquanto o WTI/maio cede 1,56%, a US$ 97,53. - Minério de ferro: fechou em leve queda de 0,07% em Dalian, na China, cotado a US$ 111,28/ton.
Segundo a Reuters, a estatal China Mineral Resources Group (CMRG), responsável pelas compras de minério de ferro na China, comunicou a algumas siderúrgicas que estão novamente autorizadas a adquirir cargas marítimas da BHP, após mais de seis meses de restrição, que vinha impactando diretamente a cotação da commodity.
Cenário internacional destaca temporada de balanços nos EUA
Nos EUA, o destaque da agenda econômica fica para o PPI de março, índice de preços ao produtor, com expectativa de alta de 1,1% na comparação mensal e de 4,6% em base anual — um dado relevante para calibrar as apostas sobre a trajetória da inflação e dos juros.
Ainda no radar americano, a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 ganha força. Após resultados mistos do Goldman Sachs, os investidores voltam suas atenções para os números de BlackRock, JPMorgan, Wells Fargo e Citigroup.
A agenda também traz falas de autoridades monetárias. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, participa de evento às 10h, seguido por Austan Goolsbee, que integra painel às 13h10. Na sequência, o diretor do Federal Reserve (Fed) , Michael Barr, discursa às 13h45. Já na Europa, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, discursa às 18h.
No campo geopolítico e comercial, a União Europeia avançou em um acordo preliminar para impor tarifas de 50% sobre importações excedentes de aço, reduzindo quase pela metade o volume importado, uma medida voltada à proteção da indústria siderúrgica local.
Na China, os dados de comércio exterior frustraram expectativas. O superávit comercial de março caiu para US$ 51,1 bilhões, bem abaixo dos US$ 107,2 bilhões projetados. As exportações cresceram apenas 2,5% na base anual, desacelerando fortemente frente aos 21,8% registrados no bimestre anterior, com destaque para a queda de 16,4% nos embarques para os Estados Unidos. Por outro lado, as importações surpreenderam positivamente, com alta de 27,8%, impulsionadas pela demanda por semicondutores e energia.
Cenário nacional
No Brasil, o foco recai sobre a atividade econômica. O IBGE divulgou o volume de serviços de fevereiro, que subiu 0,1% em fevereiro em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2025, o volume do setor de serviços avançou 0,5%, marcando o 23º resultado positivo seguido.
Em paralelo, o cenário político-econômico segue no radar. O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, cumpre agenda em Washington durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial.
Nos bastidores, a equipe econômica finaliza um novo pacote de medidas voltado à redução do endividamento, que deve ser apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após sua viagem à Europa.
Lula embarca na quinta-feira (16) para compromissos em Barcelona, Hannover e Lisboa, onde se reunirá com empresários e autoridades, ampliando o diálogo econômico internacional. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 21, quando o governo deve avançar com o anúncio das novas medidas.
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Destaques do mercado corporativo
- Petrobras: mantém negociações com o fundo Mubadala para recomprar a refinaria de Mataripe (Bahia), mas considera o preço elevado.
- Prio: a BlackRock passou a deter 7,52% das ações ordinárias, sem participação relevante anterior.
- Rumo: propôs excluir do estatuto o limite de 20% ao direito de voto por acionista; tema será deliberado em AGE no dia 28 de abril.
- MBRF: iniciou emissão de até R$ 1,5 bilhão em CRAs, em quatro séries, com prazo máximo de 30 anos.
- Oncoclínicas: Fleury e Porto desistiram das tratativas para uma possível aquisição da companhia; o fundo Josephina III reduziu participação para 14,78%, enquanto a Centaurus Brazil diminuiu para 5,55%.
- GPA: elegeu André Luiz Coelho Diniz para a presidência do conselho de administração; Eleazar de Carvalho Filho será o vice.
- United Airlines: teria apresentado proposta de fusão com a American Airlines a autoridades americanas, segundo fontes da Reuters.











