Pico de infecções por coronavírus; protestos que fizeram o preço do bitcoin despencar; e a empresa que vale mais do que o PIB de quase todos os países do mundo. A semana foi recheada de notícias que impactam diretamente nos seus investimentos.
Veja, abaixo, a seleção feita pelo Monitor do Mercado, em parceria com a Wise Investimentos.
• Quer entender como proteger seus investimentos? Fale com um especialista da Wise, a maior rede de assessoria de investimentos do Brasil.
1) Carta de Campos Neto
Pela sexta vez desde a implementação do sistema de metas, em 1999, o presidente do Banco Central deverá justificar, em carta aberta, por que a autarquia falhou no controle da inflação — e explicar como pretende atingir a meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2022.
O documento – que consiste em uma formalização de explicações já prestadas através de comunicados oficiais, atas de reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) e discursos – havia sido publicado pela última vez por Ilan Goldfajn, que antecedeu Campos Neto. Na ocasião, o IPCA havia terminado 2017 em 2,95% – abaixo da meta, que era de 4,5%.
Agora, as projeções indicam que fechamos 2021 com a inflação oficial de 10,42%, enquanto a meta era de 3,75%.
2) Apple atinge a marca de US$ 3 trilhões em valor de mercado
Nesta segunda-feira (3), a gigante de tecnologia fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak atingiu mais uma marca histórica: tornou-se a primeira empresa a ser avaliada em US$ 3 trilhões.
A cifra é 4,5 vezes superior à capitalização de todas as empresas brasileiras listadas na Bolsa de Valores de São Paulo juntas (US$ 685 bilhões).
Em outras palavras, o valor de mercado da Apple, hoje, é maior do que o PIB de quase todos os países do mundo, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão e Alemanha.
No ano passado, a companhia viu suas ações subirem mais de 30%. Isso porque, de acordo com analistas, ela se comportou bem diante de uma crise da cadeia de suprimentos e alavancou suas receitas vendendo mais iPhones, iMacs e iPads para quem aderiu home office.
3) Cazaquistão: protestos, petróleo e bitcoin
O Cazaquistão tem vivido nos últimos dias seus protestos mais intensos desde sua independência, em 1991. As manifestações, iniciadas no domingo (2), tiveram como estopim o recente aumento do preço dos combustíveis e do gás.
O país encontra-se em estado de emergência e a força dos protestos fez com que as manifestações se estendessem também a outras pautas – como corrupção, pobreza, desemprego e desigualdades sociais.
A fim de controlar a situação, o governo anunciou a redução do preço do gás e o presidente Kassym-Jomart Tokayev destituiu seu gabinete de ministros; mas nada disso foi suficiente.
A instabilidade no país, que é o nono maior produtor de petróleo do mundo em extensão territorial, afetou a oferta global da commodity nesta quinta-feira (6), que fechou em alta de 2,06%.
Curiosamente, a revolta também impactou o mercado de criptomoedas. Como resposta às manifestações, o governo tirou do ar a internet e a telefonia celular do país, fechando o segundo maior centro de mineração de bitcoin no mundo.
Caindo desde o início da semana, o criptoativo mais famoso do mundo recuou mais 5,21% na quarta-feira (5).
4) Ômicron: Wall Street, Frankfurt e Xangai
Enquanto o noticiário de Brasília segue pacato, com o recesso do Congresso Nacional, as agendas político-econômicas da Europa e dos Estados Unidos é que têm ditado o ritmo do mercado nos últimos dias.
Na terça-feira (4), o mundo registrou o maior número de infecções por coronavírus desde o início da pandemia: 2,59 milhões. Apesar do crescimento dos casos, o número de mortes é inferior, se comparado a outros momentos da pandemia.
No mesmo dia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia confirmado que a variante Ômicron acomete o trato respiratório superior, produzindo sintomas mais leves do que as cepas anteriores.
Apesar disso, os impactos da nova variante na China não podem ser esquecidos, como alerta o estrategista George Saravelos, do Deutsche Bank. No fim do ano passado, Pequim impôs um confinamento em massa a mais de treze milhões de chineses e decretou o fechamento do porto de Ningbo-Zhoushan.
5) Guedes preterido
Paulo Guedes foi o ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) com maior redução de verbas após a tramitação do Orçamento de 2022.
Deputados e senadores retiraram R$ 2,5 bilhões da pasta. Integrantes do ministério e até outras pessoas do governo veem na tesourada uma desforra do Legislativo, com quem Guedes tem uma relação ruidosa.
Segundo membros da equipe econômica, atividades e programas do Ministério da Economia já ficarão comprometidos a partir de maio, caso nada seja alterado – o que só aumentou o aborrecimento geral com o relator do Orçamento, Hugo Leal (PSD-RJ).
Por outro lado, ministérios comandados por aliados políticos de Bolsonaro tiveram aumentos de verba: a Cidadania, cujo ministro é João Roma (Republicanos-BA) – que já havia sido beneficiada pelo Auxílio Brasil – recebeu mais R$ 2 bilhões para despesas discricionárias.
O Ministério do Trabalho e Previdência, de Onyx Lorenzoni (DEM-RS), por sua vez, recebeu R$ 1,1 bilhão a mais do que no ano passado.
Quer falar sobre seus investimentos? Envie um email para [email protected]
Imagem: Piqsels.com











