As ações da BradSaúde (SAUD3) avançam 3,13% nesta terça-feira (5), após a divulgação do primeiro balanço da companhia desde a fusão entre ativos de saúde do Bradesco e da Odontoprev. A empresa também passou a negociar nesta manhã sob novo ticker na Bolsa.
No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,308 bilhão. Como a estrutura anterior era separada, não há comparação direta com o mesmo período do ano passado. Do lucro total, R$ 1,157 bilhão veio das operações de saúde, enquanto R$ 150,6 milhões foram gerados pelos planos odontológicos.
A receita líquida, medida pelos prêmios ganhos — que representam os valores recebidos pelas operadoras de planos — somou R$ 13,191 bilhões no período.
A base de beneficiários chegou a mais de 13,4 milhões, com crescimento de 193 mil vidas no trimestre. O avanço foi puxado tanto pelos planos médicos quanto pelos odontológicos.
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Sinistralidade e operação da Bradsaúde
A companhia reportou sinistros de R$ 10,414 bilhões, o que levou a uma sinistralidade de aproximadamente 79%. Esse indicador mede a relação entre custos assistenciais e receitas e é usado para avaliar a eficiência das operadoras.
O resultado operacional totalizou R$ 2,121 bilhões, refletindo a dinâmica entre receitas, despesas e custos médicos. Segundo o CEO Carlos Marinelli, o segmento de pequenas e médias empresas (PMEs) segue como principal vetor de crescimento.
A companhia observa demanda crescente por planos de saúde e odontológicos por empresas de menor porte, movimento que tem contribuído para a expansão da base de clientes.
A administração indicou cautela com a evolução da sinistralidade ao longo do ano. O primeiro trimestre tende a ter menor utilização de serviços médicos por fatores sazonais, como férias e Carnaval.
Para os próximos meses, a empresa espera aumento na frequência de uso e nos custos médios, o que pode pressionar margens. A estratégia inclui controle de utilização e ajustes contratuais para preservar a rentabilidade
Segmento odontológico e projeções
No braço odontológico, o desempenho foi mais fraco. O lucro líquido da operação ficou em R$ 150,6 milhões, com queda anual, enquanto o Ebitda — indicador de geração operacional de caixa — somou R$ 104,2 milhões.
Ainda assim, houve melhora na sinistralidade do segmento, que recuou para 32,7%.
O Citi mantém recomendação de compra para a companhia, com preço-alvo de R$ 19, citando potencial de valorização e ganhos de eficiência com a integração das operações.
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Mercado avalia início positivo para companhia
Na avaliação do Citi, o resultado marca um início positivo para a nova companhia. O banco estima que o lucro tenha ficado cerca de 33% acima do observado anteriormente, impulsionado pelo desempenho dos planos de saúde.
O relatório também aponta melhora na sinistralidade e crescimento da base de clientes como fatores relevantes. Por outro lado, a ausência de dados pró-forma — que simulam resultados como se a empresa já estivesse consolidada anteriormente — limita a comparação com projeções.
Segundo o BTG Pactual, o resultado já representa cerca de 32% da estimativa de lucro para 2026, projetada em R$ 4,1 bilhões, o que pode levar a revisões positivas nas projeções. Historicamente, a companhia concentra cerca de 27% do lucro anual no primeiro trimestre.
Diante desse cenário, o banco mantém recomendação de compra, citando melhora operacional, expansão da base de clientes e potencial de crescimento com a integração dos ativos.











