Uma a cada 12 corridas de aplicativos de transporte no Brasil são realizadas por carros chineses. O movimento é impulsionado por fatores como economia de combustível, custos de manutenção e eficiência energética.
Segundo levantamento da Machine, a liderança entre as chinesas é da BYD, responsável por 7,12% das viagens realizadas. O percentual fica à frente de fabricantes tradicionais como Ford (6,12%), Toyota (3,53%) e Nissan (1,15%).
Além da BYD, outras montadoras da China também ampliam participação no segmento, como GWM, CAOA Chery, JAC e Geely.
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Parte desse avanço está ligada à expansão da infraestrutura de recarga nas grandes cidades brasileiras. O aumento da disponibilidade de estações reduz barreiras para a adoção de carros híbridos e elétricos.
Júlia Camossa, estatística da Machine, explica que “para os motoristas, a escolha do veículo está diretamente ligada à rentabilidade” e que “a adoção de carros eletrificados representa uma estratégia econômica concreta para manter o lucro”.
A expectativa é de que a participação de carrps chineses continue crescendo nos próximos anos. Segundo ela, caso o movimento se intensifique, fabricantes tradicionais poderão ser pressionadas a ampliar a oferta de modelos mais econômicos, duráveis e adaptados às necessidades de motoristas.
Montadoras tradicionais ainda dominam a frota
Apesar do crescimento das chinesas, a frota utilizada em aplicativos ainda permanece concentrada nas fabricantes tradicionais. A Chevrolet lidera com 20,94% das viagens, seguida por Volkswagen (19,08%), Fiat (18,40%), Hyundai (11,66%) e Renault (9,53%). Juntas, essas cinco montadoras representam cerca de 80% das corridas realizadas no país.
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Ainda assim, a presença crescente de veículos chineses mostra uma mudança na lógica de escolha dos motoristas. Historicamente, fatores como tradição da marca e valor de revenda tinham maior peso. Agora, o foco se volta para rentabilidade diária.











