As ações da C&A (CEAB3) disparam nesta quarta-feira (6) após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026. O mercado reagiu aos sinais de melhora no desempenho comercial da varejista, com destaque para o crescimento das vendas de vestuário.
Apesar da queda de 59% no lucro líquido, para R$ 1,7 milhão, investidores concentraram atenção em indicadores operacionais. Por volta das 11h40, os papéis da companhia sobem 11,33%, cotados a R$ 12,76, liderando o Ibovespa.
Desempenho das vendas
A leitura do mercado foi influenciada principalmente pelo avanço da receita no segmento de vestuário, principal negócio da companhia. A receita líquida da divisão somou R$ 1,449 bilhão no trimestre, alta de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025.
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Outro indicador acompanhado por analistas, as vendas nas mesmas lojas — medem o desempenho de unidades abertas há mais de um ano — cresceram 4,8%.
O desempenho mostra recuperação após um quarto trimestre de 2025 marcado por rupturas em produtos de entrada. Segundo a XP, a C&A promoveu ajustes no mix de produtos e antecipou coleções de transição para o outono, movimento que contribuiu para a melhora gradual das vendas ao longo do período.
O canal digital também apresentou avanço. As vendas online cresceram 30% na comparação anual, elevando sua participação para 7% da receita total.
Resultados operacionais da C&A
O EBITDA ajustado (resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) pós-IFRS 16, norma internacional de contabilidade, foi de R$ 244,6 milhões, alta de 0,1%. Na métrica pré-IFRS 16, o Ebitda ajustado somou R$ 116,3 milhões, recuo de 6,3%.
Segundo a companhia, o desempenho foi impactado pela desmobilização da operação de telefonia e pelo encerramento da parceria com o Bradescard, fatores que limitaram a diluição das despesas operacionais.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,619 bilhão no trimestre, avanço de 0,5% na comparação anual. O resultado refletiu desempenhos distintos entre os segmentos. Enquanto o vestuário avançou 6,2%, com receita de R$ 1,449 bilhão, os segmentos de eletrônicos e beleza recuaram 34,6%, para R$ 92,6 milhões, após o fechamento dos quiosques de telefonia.
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No segmento financeiro, a C&A Pay registrou receita líquida de R$ 87,3 milhões, queda de 5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O recuo foi influenciado pelo encerramento da parceria com o Bradescard e pela menor participação do parcelamento com cobrança de juros.
A empresa encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 142,6 milhões, redução de 74,7% na comparação anual. Os investimentos (capex), destinados à expansão e manutenção da operação, somaram R$ 61,2 milhões, alta de 51,5%.











