A Brava Energia (BRAV3) terminou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 350 milhões, revertendo o lucro de R$ 829 milhões registrado no mesmo período do ano passado, segundo balanço trimestral divulgado nesta quarta-feira (6).
O prejuízo foi provocado principalmente pela despesa financeira relacionada à marcação a mercado dos contratos de hedge de óleo. Entretanto, houve uma queda de R$ 238 milhões no prejuízo em comparação com o último trimestre de 2025.
Apesar do resultado negativo, o desempenho operacional apresentou avanço. O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,628 bilhão, alta de 52% na comparação anual e o dobro do registrado no trimestre anterior, e bateu recorde. A margem EBITDA, que mede a proporção da geração operacional em relação à receita líquida, alcançou 52% — maior patamar já registrado.
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A receita líquida somou R$ 3,1 bilhões, com crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 23% na comparação trimestral.
A Brava Energia fechou o trimestre com dívida líquida consolidada de R$ 7,6 bilhões. A alavancagem financeira, relação entre dívida líquida e EBITDA, recuou de 3,37 vezes para 1,84 vez em dólar no período de um ano. Segundo a companhia, trata-se do menor patamar já registrado.
Produção cresce com retomada de Parque das Conchas
Dados operacionais mostram que a produção média trimestral alcançou 76 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), alta de 7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A retomada da produção no campo de Parque das Conchas foi destaque, onde a produção cresceu 31% frente ao trimestre anterior, após a conclusão de manutenções programadas realizadas em janeiro.
O lifting cost consolidado, indicador que mede o custo de extração por barril produzido, caiu para US$ 14,2 por barril de óleo equivalente, redução anual de 18%. No segmento offshore, o custo recuou para US$ 10,8 por barril, queda de 39% em relação ao mesmo período do ano passado.
Genial vê resultado operacional da Brava acima do esperado
Na avaliação da Genial Investimentos, os números vieram acima das expectativas do ponto de vista operacional, apresentando evolução relevante em receita, EBITDA, margem operacional e desalavancagem, mesmo com produção praticamente estável frente ao trimestre anterior.
Para a corretora, os principais fatores positivos foram:
- Melhor monetização do petróleo vendido;
- Normalização parcial dos ativos offshore;
- Retomada de Parque das Conchas;
- Disciplina de custos operacionais.
Esses fatores levaram o EBITDA ajustado ao maior nível da história da companhia.
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Por outro lado, a Genial destacou que os efeitos contábeis ligados à marcação a mercado dos hedges eliminaram o lucro do período. Esse impacto reduz a qualidade do lucro contábil, mas não altera de forma proporcional a leitura sobre a geração operacional de caixa.











