A economia dos Estados Unidos criou 115 mil empregos em abril, segundo dados do payroll divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Departamento do Trabalho do país. O resultado veio acima da mediana das estimativas do mercado, que apontava geração líquida de 63 mil vagas.
As projeções de analistas consultados pelo Projeções Broadcast variavam entre fechamento de 15 mil postos e abertura de até 135 mil vagas.
Para a consultoria Capital Economics, o payroll de abril reforça a percepção de estabilidade no mercado de trabalho dos Estados Unidos. A consultoria também avaliou como “encorajadora” a menor dependência das contratações do setor de saúde no mês.
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A consultoria também avaliou como “encorajadora” a menor dependência das contratações do setor de saúde no mês. Por outro lado, ponderou que pesquisas recentes de emprego apontam desaceleração em parte da atividade privada, o que pode limitar um fortalecimento adicional das contratações nos próximos meses.
Taxa de desemprego nos EUA fica estável
A taxa de desemprego dos Estados Unidos permaneceu em 4,3% em abril, repetindo o patamar registrado em março e em linha com as expectativas do mercado.
Já o salário médio por hora avançou 0,16% no mês, equivalente a US$ 0,06, para US$ 37,41. O resultado ficou abaixo da projeção de alta de 0,3% esperada pelos analistas. Na comparação anual, os salários subiram 3,57%, também abaixo do consenso do mercado, que previa avanço de 3,8%.
O relatório ainda trouxe revisões nos números anteriores. A criação de vagas em março foi ajustada de 178 mil para 185 mil postos. Já fevereiro teve revisão de perda de empregos de 133 mil para 156 mil vagas.
Segundo a avaliação da Capital Economics, o crescimento e a taxa de desemprego ainda moderada sustentam a decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados no curto prazo.
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Mercado reduz apostas em corte de juros pelo Fed
Após a divulgação do payroll, o mercado manteve praticamente inalteradas as apostas de manutenção dos juros nos Estados Unidos.
Por volta das 10h (de Brasília), a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava probabilidade de 75% de manutenção dos juros até dezembro de 2026, levemente acima dos 74,8% registrados antes da divulgação do relatório.
As chances de alta dos juros até o fim deste ano recuaram de 16,9% para 15%, enquanto a probabilidade de corte subiu marginalmente, de 8,2% para 10%.
Para 2027, a principal aposta do mercado segue sendo a manutenção das taxas até dezembro. Além dos dados econômicos, investidores acompanham os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e os possíveis impactos do conflito sobre inflação, petróleo e crescimento da economia americana.











