A Bolsa brasileira iniciou a semana em queda, em meio ao aumento da cautela dos investidores com o cenário econômico interno e externo. O movimento reforçou o receio de perda do patamar dos 180 mil pontos do Ibovespa, após o índice ter se aproximado dos 200 mil pontos ao longo deste ano.
A análise sobre o desempenho da Bolsa, do cenário macroeconômico e muito mais já está disponível no episódio desta terça-feira (12) do podcast “Café do Mercado”, nas principais plataformas de podcasts, apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wiser | BTG Pactual.
Segundo ele, o movimento recente reflete uma combinação de realização de lucros, resultados corporativos e preocupações com a economia brasileira. De acordo com Rocco, atribuir a volatilidade apenas às tensões geopolíticas no Oriente Médio simplifica o cenário.
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Para o pregão desta terça, o petróleo aparece como o principal ativo em alta, enquanto ouro, prata, Bitcoin e futuros das bolsas americanas operavam em queda.
Juros altos pressionam empresas e consumo
O executivo afirmou que os balanços corporativos recentes mostram os efeitos do custo elevado do crédito sobre diferentes setores da economia. Juros altos encarecem financiamentos, reduzem o consumo e dificultam investimentos das empresas.
Além da taxa nominal elevada, o Brasil também mantém juros reais altos. Os juros reais representam a taxa descontada da inflação e são acompanhados de perto pelo mercado para medir o retorno efetivo dos investimentos.
Segundo Rocco, esse cenário reduz a capacidade de sustentação de uma valorização mais consistente da Bolsa brasileira.
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Bancos pressionam Bolsa
Na sessão anterior, o setor bancário teve desempenho negativo e pressionou o Ibovespa, mesmo com a alta de ações ligadas às commodities, como Vale e Petrobras.
O dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,89, mantendo a estabilidade observada nas últimas semanas. Segundo a análise, o comportamento da moeda é influenciado pela posição do Brasil como exportador de petróleo e pelos juros elevados, que atraem capital estrangeiro para aplicações financeiras no país.
Mercado acompanha inflação no Brasil e nos EUA
Parte da atenção dos investidores está concentrada na divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do Brasil. A expectativa do mercado apontava para alta de 0,67% em abril, após avanço próximo de 0,9% em março. O resultado se confirmou
Nos Estados Unidos, investidores acompanham a divulgação do CPI, indicador de inflação americano que influencia as expectativas sobre os juros da maior economia do mundo.











