Nesta terça-feira (12), o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 0,86%, aos 180.342,33 pontos, menor nível desde 20 de março. Durante a sessão, o índice chegou à mínima de 179.938,70 pontos.
O recuo foi influenciado pela queda das ações da Petrobras após a divulgação do balanço da estatal e pelo mercado internacional, que voltou a pressionar os ativos de risco diante do aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
Dúvidas sobre uma solução diplomática envolvendo o Estreito de Ormuz fizeram o petróleo Brent para julho subir 3,41%, a US$ 107,77 por barril, enquanto o WTI para junho avançou 4,19%, a US$ 102,18 por barril.
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Em fala ao Broadcast, Marcelo Fonseca, economista da CVPAR, explicou que a Bolsa vem sofrendo impacto da redução parcial do fluxo de capital estrangeiro, fator que sustentou a valorização do mercado nos últimos meses.
Com o recuo no pregão, o índice recua 2,05% na semana, acumulando queda de 3,72% no mês. Em 2026, no entanto, o avanço ainda é de 11,93%.
Destaques do Ibovespa
A Petrobras (ON -1,16% e PN -1,62%) terminou o dia em baixa, mesmo com a valorização do petróleo no mercado internacional. O balanço da companhia foi considerado em linha com o esperado pelo mercado em alguns pontos, mas abaixo das projeções em outros indicadores.
A Vale também caiu 0,24%, apesar de ter ensaiado uma recuperação na reta final da sessão. No setor financeiro, Itaú (PN) caiu 1,14%, enquanto Banco do Brasil (ON) recuou 1,02%, encerrando na mínima.
Entre as maiores altas do dia ficaram Braskem (+29,02%) — disparou com recomendação de compra do JPMorgan —, Hapvida (+9,27%) e Direcional (+3,50%). Já entre as quedas, ficaram Natura (-5,62%), Yduqs (-4,03%) e Azzas (-3,29%).
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