A Cury (CURY3) opera entre as maiores altas do Ibovespa, com alta de mais de 6% nesta quarta-feira (13), após o balanço do primeiro trimestre de 2026 divulgar um lucro líquido de R$ 302,9 milhões, resultado 41,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O desempenho foi impulsionado pelo aumento nos lançamentos e nas vendas de imóveis, aliado à elevação dos preços médios e ao controle dos custos de construção. No período, os apartamentos foram vendidos, em média, a R$ 325,4 mil, alta de 5% na comparação anual.
A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, aumentando 32,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e registrando um novo recorde.
O EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 411,4 milhões, avanço anual de 42,9%. A margem EBITDA, que mostra a eficiência operacional, ficou em 25,5%, alta de 1,8 ponto percentual (p.p.).
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Outro indicador relevante foi a geração de caixa operacional de R$ 93,4 milhões no trimestre, que completou 28 trimestres consecutivos no azul. Com isso, a Cury terminou março com posição líquida de caixa de R$ 406,9 milhões, aumento anual de 28,8%.
Em relatório, o resultado foi atribuído ao desempenho da demanda aquecida no mercado imobiliário e à eficiência operacional. As vendas líquidas somaram R$ 2,3 bilhões no trimestre, também em nível recorde, impulsionadas por ajustes recentes no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).
Despesas e resultado financeiro da Cury
As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 64,9 milhões, crescimento de 28,8% na comparação anual. As despesas comerciais avançaram 12,1%, para R$ 119,1 milhões. Na linha de “outros”, a companhia registrou despesa de R$ 44,8 milhões, alta de 12,8%.
O resultado financeiro, que considera receitas e despesas financeiras, ficou negativo em R$ 10,7 milhões, mas apresentou melhora anual de 26,2%.
Bancos veem resultados acima do esperado
Na avaliação do Citi, os resultados vieram acima das estimativas no primeiro trimestre. A receita líquida ficou 11% acima de sua projeção e 4% superior ao consenso de mercado. O lucro líquido reportado também superou as projeções do banco em 15%.
A margem da carteira de pedidos recuou 4 p.p., para 42,9%, mas o banco avalia que o nível ainda sustenta a rentabilidade futura. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE), indicador que mede a rentabilidade em relação ao capital dos acionistas, permaneceu em 79,5%.
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O BTG Pactual também classificou os números da companhia como positivos. Segundo os analistas, o lucro por ação (LPA) veio 7% acima das estimativas, impulsionado por receita maior e despesas administrativas abaixo do esperado. Também afirmaram que o segmento do MCMV continua aquecido e destacaram o elevado retorno sobre patrimônio líquido (ROE).
Ambos os bancos mantiveram recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 45 e R$ 44, respectivamente.











