O dólar disparou nesta quarta-feira (13), fechando em alta de 2,31% frente ao real, a R$ 5,01 — maior nível de fechamento em um mês. A moeda americana ganhou força após reportagem do site Intercept Brasil, que apontou uma relação de proximidade entre o candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Informações mostraram que Flávio Bolsonaro teria trocado mensagens por WhatsApp com Vorcaro e existiria uma negociação para financiamento de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para operadores, o episódio aumentou a cautela em relação ao cenário eleitoral.
Além do ruído político, o mercado também reagiu a novas medidas anunciadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter os preços dos combustíveis. Entre elas, está a Medida Provisória (MP) que elimina o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, apelidada de “MP das blusinhas”, além do anúncio de subsídios para reduzir os preços dos combustíveis.
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Analistas avaliam que o mercado passou a enxergar uma postura mais expansionista do governo, elevando dúvidas sobre o equilíbrio das contas públicas.
Dólar no exterior também pressiona câmbio
O ambiente internacional também contribuiu para a alta do dólar. Dados divulgados nos Estados Unidos mostraram que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu acima do esperado em abril. Com isso, os rendimentos dos Treasuries, os títulos públicos dos EUA, avançaram.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia cerca de 0,20% no fim do dia, na região dos 98,48 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):











