O dólar disparou nesta sexta-feira (15) e fechou em alta de 1,63% frente ao real, a R$ 5,07. O movimento ocorreu em meio à valorização da moeda americana, impulsionada pela escalada dos preços do petróleo e pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
O contrato do petróleo Brent para julho avançou 3,35%, para US$ 109,26 por barril. O mercado reagiu ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
O presidente americano Donald Trump afirmou hoje que não será “muito mais tolerante” com Teerã. Ao mesmo tempo, a China evitou endossar integralmente a posição americana sobre o Irã e o Estreito de Ormuz.
Na semana, o dólar acumulou valorização de 3,55%. Em maio, a alta já chega a 2,32%.
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Real tem um dos piores desempenhos entre emergentes
O real registrou um dos piores desempenhos do dia entre moedas emergentes, ao lado do peso chileno, do rand sul-africano e do florim húngaro. Analistas apontam que, além do cenário externo, o mercado também repercutiu incertezas relacionadas à corrida presidencial de 2026.
Investidores monitoram os desdobramentos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro após reportagem sobre sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em entrevista à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro afirmou que as revelações não devem afetar sua pré-candidatura à Presidência da República.
Dólar sobe no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, ultrapassou os 99 pontos e acumulou alta superior a 1,40% na semana. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Investidores também passaram a reduzir apostas em cortes de juros nos EUA diante de sinais de inflação persistente. Ferramenta de monitoramento do CME Group passou a indicar quase 60% de probabilidade de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) em janeiro de 2027.











