O Ibovespa, principal índice da B3, terminou esta sexta-feira (15) em queda de 0,61%, aos 177.283,83 pontos. Com a queda de 3,71% entre segunda e sexta, o índice completa uma sequência de cinco semanas de perdas.
A pressão sobre a Bolsa brasileira veio principalmente da deterioração do cenário externo. Investidores continuam sem perspectiva de solução para o conflito no Oriente Médio, enquanto divergências entre Estados Unidos e China mantêm o ambiente global de cautela.
Investidores também reagiram às declarações de Flávio Bolsonaro sobre conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco Master. Em entrevista à CNN Brasil, o senador afirmou que os contatos com Vorcaro não afetarão sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026.
Para Marcos Vinícius Oliveira, economista e analista da ZIIN Investimentos, o episódio aumentou a percepção de incerteza no cenário eleitoral brasileiro.
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Destaques do Ibovespa
O setor financeiro foi o principal responsável pela queda da Bolsa brasileira. Itaú (PN) liderou as perdas, recuando 1,73%. Bradesco (PN) e Banco do Brasil (ON) fecharam em queda de 0,84% e 0,23%, respectivamente.
Já os papéis da Petrobras subiram 2,17% (ON) e 1,04% (PN), acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional, com os preços por barril superando os US$ 101. A Vale também deu força ao índice, subindo 0,76%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Minerva (+7,58%), Brava Energia (+2,75%) e PRIO (+2,24%). Já entre as quedas, ficaram Usiminas (-7,79%), Hapvida (-6,11%) e Cosan (-5,16%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
B3 tem retirada de R$ 6,45 bilhões
Dados da B3 mostram que, até quarta-feira (13), os investidores estrangeiros retiraram R$ 6,45 bilhões no mês, indicando cautela. Apesar disso, o fluxo estrangeiro em 2026 ainda permanece positivo em cerca de R$ 50 bilhões.











