O dólar fechou esta segunda-feira (18) em queda de 1,37%, a R$ 5, devolvendo parte da alta acumulada na semana passada. O movimento ocorreu em meio à redução da aversão ao risco no exterior e à manutenção das expectativas de juros elevados no Brasil.
Trump afirmou que cancelou ataques aéreos previstos contra o território iraniano e disse que há “negociações sérias” em andamento com Teerã. Segundo ele, líderes de Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita pediram aos EUA mais tempo para o avanço das tratativas diplomáticas.
Durante a sessão, as cotações do petróleo oscilaram ao longo do dia, acompanhando notícias sobre o conflito. O contrato do petróleo Brent para julho fechou em alta de 2,6%, a US$ 112,10 por barril. No mercado eletrônico, porém, a commodity passou a operar abaixo de US$ 110.
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Além do cenário externo, o real também foi beneficiado pelas expectativas de manutenção de juros elevados no Brasil. A mediana das projeções do Boletim Focus para a taxa Selic ao fim de 2026 subiu de 13% para 13,25%. Já a expectativa para o IPCA passou de 4,91% para 4,92%.
Mercado acompanha cenário político e eleitoral
Investidores também monitoraram os desdobramentos políticos relacionados ao chamado “Flávio Day 2.0”, expressão usada pelo mercado para se referir às repercussões envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
Em fala ao Brodcast, o superintendente do Banco Rendimento, Jacques Zylbergeld, disse que o mercado avalia que os efeitos políticos do episódio tendem a perder força ao longo do tempo, enquanto os juros elevados tornam mais custosas as apostas contra o real.
Dólar recua e moedas emergentes avançam
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava cerca de 0,30% no fim da tarde, aos 98,990 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Entre as moedas emergentes, além do real, o peso chileno também apresentou valorização frente ao dólar, impulsionado pela alta dos preços internacionais do cobre.











