Imagine escavar menos de 200 metros e encontrar ouro e cobre Filo Sur em quantidade que chama atenção do mundo inteiro. Foi exatamente isso que a empresa canadense Mogotes Metals anunciou em maio de 2026, numa região da Argentina que virou febre entre mineradoras globais.
O que foi encontrado e por que isso é tão importante?
A Mogotes Metals estava perfurando o solo de San Juan, na Argentina, quando identificou uma faixa contínua de minerais valiosos a partir de 108 metros de profundidade. Para ter uma ideia: essa distância equivale a um prédio de 30 andares, o que é considerado bem próximo à superfície no mundo da mineração.
O trecho mais rico mediu 86 metros e tinha em média 0,7% de cobre, 0,55 gramas de ouro por tonelada e 2,7 gramas de prata por tonelada. Quanto mais perto da superfície e mais concentrado o mineral, menor o custo para tirá-lo da terra e maior o lucro potencial.

Onde fica esse lugar e por que a região é especial?
O projeto Filo Sur fica no distrito Vicuña, uma faixa de terra nos Andes que atravessa a fronteira entre Argentina e Chile. Essa região virou nos últimos anos um dos endereços mais cobiçados pela mineração mundial, por concentrar depósitos gigantes de cobre, ouro e prata.
O terreno da Mogotes Metals fica a menos de 3 quilômetros do vizinho Filo del Sol, considerado o maior descobrimento de cobre em áreas inexploradas dos últimos 30 anos. Estar tão perto de um gigante assim não é sorte: é geologia. A mesma rocha que gerou aquele depósito passa pelo solo de Filo Sur.
Quem são as grandes empresas que já apostam nessa região?
As gigantes BHP (australiana, maior mineradora do mundo) e Lundin Mining (canadense) formaram uma parceria chamada Vicuña Corp. para explorar a área. Em fevereiro de 2026, elas anunciaram um plano de investimento de US$ 18 bilhões na região, com início de produção previsto para 2030.
Os recursos combinados dos projetos Josemaría e Filo del Sol colocam o distrito Vicuña entre os dez maiores depósitos de cobre do planeta. Veja o que está previsto para os primeiros dez anos de operação:
Produção estimada nos primeiros dez anos de Vicuña Corp.:
- Cobre: 2,5 milhões de toneladas, metal essencial para cabos elétricos e energia limpa.
- Ouro: 5,5 milhões de onzas, equivalente a toneladas de reserva financeira.
- Prata: 214 milhões de onzas, usada em painéis solares e eletrônicos.
Quem tem interesse no mercado de mineração e investimentos, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal CEO.CA, que conta com mais de 18 mil visualizações, onde Alan mostra as novidades sobre a exploração de cobre na região de Mogotes Metals:
Por que o cobre virou o metal mais disputado do mundo?
Carros elétricos, painéis solares, turbinas eólicas e redes de energia precisam de enormes quantidades de cobre. Segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda pelo metal pode dobrar até 2040 por causa da transição energética global. Quem tiver reservas, terá poder.
É por isso que achados como o de Filo Sur movimentam bilhões de dólares em investimentos. O cobre deixou de ser apenas um fio elétrico e passou a ser peça central do futuro da energia limpa.

O que a Mogotes Metals planeja fazer agora?
A empresa trabalha atualmente com quatro equipes de perfuração ao mesmo tempo em Filo Sur. Novos resultados são esperados nas áreas chamadas Luz del Sol e Meseta, ainda sem dados publicados.
O CEO Allen Sabet afirmou que os achados reforçam a ideia de que Filo Sur faz parte do mesmo sistema mineral gigante que percorre todo o distrito Vicuña. Com apenas uma parte pequena do terreno avaliada até agora, a empresa acredita que o que foi encontrado é só o começo.

O que esse achado tem a ver com o Brasil e com o mundo?
Para o brasileiro, parece distante, mas não é. Tudo que usa eletricidade, de celular a carro, depende de cobre. E quanto mais mineração avança em regiões como San Juan, mais o mercado global de metais se move, afetando preços, investimentos e até empregos no setor no Brasil.
A América do Sul concentra hoje as maiores reservas de minerais estratégicos do planeta. O achado de Filo Sur é mais um capítulo de uma história que vai moldar a economia regional por décadas. Quem acompanha esse setor sabe que o que está sob os Andes pode ser tão transformador quanto o petróleo foi no século passado.











