O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (28) em queda de 0,39%, aos 175.063,41 pontos, pressionado principalmente pela queda das ações de bancos e da Petrobras, mesmo em um ambiente externo mais favorável ao risco.
Em Nova York, as bolsas subiram e renovaram recordes com a expectativa de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para reduzir tensões no Oriente Médio. O mercado brasileiro, no entanto, não surfou no otimismo.
Nem mesmo a divulgação do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que veio abaixo das expectativas do mercado em abril, reforçando a percepção de desaceleração da atividade econômica, foi capaz de impulsionar o índice.
Em fala ao Broadcast, Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, disse que o dado reduz parte da pressão sobre o Banco Central (BC) em relação à taxa Selic — abrindo espaço para novos cortes de juros.
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O mercado também acompanhou o IGP-M, conhecido como “inflação do aluguel”, e o PCE nos EUA, indicador de inflação favorito do Federal Reserve (Fed).
Destaques do Ibovespa
As ações de bancos tiveram desempenho negativo e ajudaram a puxar o índice para baixo. Banco do Brasil (ON) caiu 2,18%, encerrando na mínima do dia, enquanto o Bradesco (ON) recuou 0,32%. Por outro lado, a Vale subiu 0,61%.
A Petrobras (ON -1,16% e PN -0,72%) contrariou a alta do petróleo e também contribuiu para a queda do Ibovespa. O mercado reagiu ao anúncio de reajuste da gasolina nas refinarias. Segundo a estatal, o preço médio da gasolina passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.
Entre as maiores altas do dia ficaram Copasa (+4,32%), Usiminas (+4,11%) e CSN (+3,82%). Já entre as quedas, ficaram Azzas (-3,87%), Magazine Luiza (-3,79%) e Assaí (-2,92%).
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