O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou 1,6% no primeiro trimestre, em ritmo anualizado, aponta a segunda leitura divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Departamento do Comércio do país. O desempenho ficou abaixo tanto da estimativa preliminar de 2% quanto da expectativa do mercado, que também projetava expansão de 2%.
A revisão negativa do indicador ocorreu principalmente por ajustes mais fracos nos investimentos privados e no consumo das famílias, componentes relevantes da atividade econômica americana. Com isso, o dado foi reduzido em 0,4 ponto percentual na comparação com a leitura anterior.
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Mesmo abaixo das projeções, a economia dos Estados Unidos mostrou aceleração em relação ao trimestre anterior, quando foi registrado crescimento anualizado de 0,5%.
Exportações e investimento impulsionam PIB dos EUA
Os dados oficiais apontam que o crescimento da economia no início do ano foi sustentado principalmente pelo avanço das exportações, pelo aumento dos investimentos e do consumo das famílias e pelos gastos do governo. As importações também aumentaram no período.
Na comparação com os últimos meses de 2025, o resultado do primeiro trimestre refletiu principalmente a aceleração dos investimentos, o fortalecimento das exportações e o crescimento das despesas governamentais. Em contrapartida, o consumo das famílias perdeu ritmo.
Outro indicador acompanhado pelo mercado, as vendas finais para compradores privados domésticos, usado para medir a demanda interna da economia, registrou alta de 2,4% no trimestre. O dado foi revisado levemente para baixo, em 0,1 ponto percentual.
Inflação segue acima da meta do Fed
O Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE), principal referência de inflação observada pelo Federal Reserve (Fed), avançou 4,5% no primeiro trimestre, repetindo o resultado divulgado na leitura preliminar, segundo dados do Bureau of Economic Analysis (BEA) também divulgados nesta quinta-feira.
Já o núcleo do PCE, que desconsidera itens com maior volatilidade, como alimentos e energia, subiu 4,4%. O número ficou acima da leitura preliminar de 4,3%, após revisão de 0,1 ponto percentual.
No acumulado de 12 meses, a inflação preferida do banco central americano atingiu 3,8%, permanecendo acima da meta oficial de 2% perseguida pelo Fed. Apesar disso, os números vieram abaixo das expectativas do mercado. Analistas projetavam avanço mensal de 0,5% e taxa anual de 3,9%.
O núcleo da inflação registrou alta de 0,2% no mês, abaixo da previsão de 0,3%. Em 12 meses, o indicador avançou 3,3%, em linha com as estimativas.
Segundo Alves, a inflação nos Estados Unidos continua ainda quente e afetando as carteiras e os bolsos dos norte-americanos, mas num ritmo que foi menor.
William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, avalia que no conjunto PIB+PCI os dados mostram que a economia americana está resiliente e crescendo, mas talvez um pouco menos do que foi inicialmente previsto.
Na análise do especialista, a inflação continua sendo um problema, mas pelo menos com um alento do PCE que veio aquém do que o mercado esperava em ambas as medições mensais.
Essse contexto pode trazer uma certa calma para os yields que vinham subindo bastante, principalmente na semana passada, enquanto essa semana já vem num tom de realização e com certo alento de uma inflação pouco abaixo do esperado e também compensado com PIB pouco abaixo do esperado.
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Conflito no Oriente Médio segue pressionando os preços
Os dados também mostram que o cenário inflacionário continua sendo impactado pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã.
Segundo o relatório do PCE, a guerra no país segue pressionando os preços, ainda que os combustíveis tenham apresentado recuo de 0,3% em abril. No mês anterior, os preços dos combustíveis haviam subido 2,5%.











