A correção da Bolsa brasileira após a máxima histórica provocou uma redução de R$ 778,1 bilhões no valor de mercado das empresas listadas na B3. Entre 14 de abril e 3 de junho de 2026, o Ibovespa caiu 28.326,70 pontos.
De acordo com levantamento da Elos Ayta, apenas 34 das 305 companhias analisadas conseguiram ampliar sua capitalização. Antes, essas empresas somavam R$ 5,548 trilhões em valor de mercado. Agora, esse total recuou para R$ 4,77 trilhões (confira no gráfico abaixo).
Parte da correção coincide com uma mudança no comportamento dos investidores estrangeiros, que haviam sustentado boa parte da alta do mercado brasileiro ao longo dos primeiros meses de 2026, uma vez que maio registrou a maior saída líquida de recursos estrangeiros desde 2022.
Após meses de aportes, investidores internacionais passaram a realizar lucros depois da forte valorização que levou o índice ao seu recorde.

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Bradsaúde lidera expansão
A Bradsaúde (SAUD3) apresentou o maior crescimento da amostra, com expansão de R$ 28,66 bilhões. O avanço está ligado à reorganização societária realizada pelo Bradesco no segmento de saúde, que transformou a antiga Odontoprev na Bradsaúde, reunindo ativos como Bradesco Saúde, Mediservice e Atlântica Hospitais em uma única empresa listada na Bolsa.
Desconsiderando esse efeito específico, os maiores ganhos ficaram concentrados no setor siderúrgico. Confira:
- Gerdau (GGBR4): +R$ 4,79 bilhões;
- Usiminas (USIM5): +R$ 4,58 bilhões;
- Ambev (ABEV3): +R$ 2,81 bilhões;
- Ampla Energia (CBEE3): +R$ 2,43 bilhões.
Petrobras lidera perdas na Bolsa
Na outra ponta do ranking, a Petrobras (PETR3 e PETR4) registrou a maior destruição de valor de mercado, perdendo R$ 85 bilhões no período analisado. Em seguida aparecem:











