O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (5) em queda de 0,77%, aos 169.019,12 pontos, abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde 20 de janeiro. Na semana, o índice acumulou queda de 2,74%.
O principal gatilho para os mercados foi a divulgação do payroll. A economia dos Estados Unidos criou 172 mil vagas de trabalho em maio, número acima das expectativas do mercado. Além disso, os dados dos meses anteriores foram revisados para cima.
A leitura reforçou a percepção de que o mercado de trabalho americano continua aquecido. Com isso, investidores reduziram as apostas em cortes de juros nos próximos meses e passaram a considerar até mesmo uma nova alta das taxas neste ano.
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De acordo com Beth Hammack, presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, embora seja razoável manter os juros estáveis neste momento, a persistência das tendências atuais pode exigir novas ações da autoridade monetária.
Já o presidente Donald Trump voltou a defender juros mais baixos, argumentando que o crescimento econômico não necessariamente gera inflação.
Destaques do Ibovespa
A Vale caiu 3,78%, acompanhando a queda do minério de ferro negociado em Dalian, na China, enquanto a Petrobras recuou 0,52% (ON) e 0,87% (PN), em linha com a desvalorização do petróleo no mercado internacional.
No setor bancário, o desempenho foi misto: de um lado, Banco do Brasil caiu 1,84%, na mínima. Do outro, Bradesco (PN) subiu 0,58%. Itaú (PN) também registrou valorização, com alta de 0,28%.
Entre as maiores altas do dia ficaram CSN (+8,85%), Usiminas (+8,57%) e Gerdau (+6,53%). Já entre as quedas, ficaram Marcopolo (-2,78%), Magazine Luiza (-2,41%) e WEG (-2,33%).
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Tensão no Oriente Médio aumenta cautela dos investidores
Além dos fatores econômicos, o mercado também monitorou o aumento das preocupações geopolíticas. Hoje, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que o país pode ampliar o conflito para novas regiões, incluindo o Oceano Índico e o Estreito de Bab al-Mandab, caso não haja avanços nas negociações com os EUA.











