O dólar fechou esta sexta-feira (5) em forte alta de 1,78% frente ao real, a R$ 5,16, impulsionado pela divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos. Na semana, a moeda americana acumulou valorização de 2,27%.
Divulgado pelo Departamento do Trabalho, o payroll mostrou a criação de 172 mil vagas de trabalho em maio, acima das projeções, que apontavam geração de até 125 mil postos. Além disso, os números de março e abril foram revisados para cima.
A taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, enquanto o salário médio por hora avançou 0,3% no mês, em linha com as expectativas.
O movimento fortaleceu as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter os juros elevados por mais tempo ou até promover novas altas ainda neste ano.
Dados da ferramenta FedWatch, do CME Group, mostraram aumento das expectativas de alta de juros pelo Fed ainda em 2026. As probabilidades de uma elevação da taxa básica em dezembro alcançaram 70%.
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Dólar sobe no exterior
O fortalecimento da moeda americana foi observado também no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, ultrapassou a marca dos 100 pontos durante a tarde, atingindo o maior patamar desde abril.
Com isso, o indicador acumula valorização superior a 1,10% em junho e cerca de 1,80% no ano.
Treasuries avançam após payroll
Os rendimentos dos títulos públicos dos EUA, conhecidos como Treasuries, também subiram após a divulgação do payroll. A movimentação também refletiu a revisão das apostas para a política monetária americana.
O retorno dos papéis de dois anos, considerado mais sensível às expectativas para os juros americanos, avançou mais de 10 pontos-base e chegou a 4,17%.











