Diante da maior crise hídrica em 91 anos, o custo da energia elétrica puxou a inflação para cima em 2021 e seu impacto acertou em cheio as contas de pequenas e médias empresas.
Já prejudicadas pela alta de outros insumos e pelas restrições impostas pela pandemia de coronavírus, companhias têm optado por reduzir a conta de luz comprando energia do chamado mercado livre e economizando até 30% dos gastos.
A solução, aplicável com facilidade para quem usa pelo menos 500 mil MW/mês em alta tensão, tem sido a saída para reduzir custos de supermercados, açougues, mecânicas e siderúrgicas de médio porte, por exemplo.
Um estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontou que só no estado de São Paulo existem mais de 17,5 mil empresas que já poderiam fazer parte do mercado livre de energia.
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O que é comprar energia “por fora”, no Mercado Livre de Energia?
O ambiente livre de contratação de energia é a abertura de um mercado que há anos é regulado e tem um peso significativo nos custos de atuação das empresas do Brasil.
Com ele, empresários conseguem, com comercializadoras de energia (grandes geradoras, bancos ou comercializadoras independentes), fixar seus custos de energia e formar contratos com seus preços fixos de energia, se libertando de grandes oscilações dos custos de energia, deixando de estar suscetível a épocas de seca ou escassez, que geram um aumento expressivo no custo da energia.
Como funciona esse mercado?
O mercado regulado de energia (o “normal”, chamado também de mercado cativo) é realizado pela distribuição regional, a partir de um leilão de concessão, que não permite negociação do preço.
Ao migrar para o Mercado Livre de Energia, os empreendedores podem negociar com comercializadores de energia, setor que hoje engloba inclusive bancos como o BTG Pactual.
Atualmente, a contratação desses modelos ainda abrange apenas empresas de médio e grande porte para o ingresso no mercado livre, precisando de consumo médios superiores a 500 kW/mês.
A partir do segundo semestre de 2023, porém, por causa da Portaria 465, de 12 de dezembro de 2019, as quantidades mínimas passarão por mudanças, permitindo ao pequeno empreendedor analisar a viabilidade de migração do Mercado Cativo para o Mercado Livre.
Como migrar para o Mercado Livre de Energia?
O empresário atingido pelas oscilações nos custos de energia pode usar o mercado livre para os custos de funcionamento e produção, para garantir uma melhor previsibilidade. Bancos como o BTG, já têm produtos que garantem ao menos 10% de desconto no custo, fixando pelos meses contratados, os gastos de energia, garantindo a previsibilidade desses gastos.
As instalações externas de energia, como postes e fios da rua, ainda serão as mesmas, havendo uma pequena tarifa pela utilização deles.
Quando há um aumento ou redução da demanda por energia, os empreendedores podem negociar os valores extras e descontos relacionados ao uso da energia.
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