O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (16) em queda de 0,45%, aos 169.648,47 pontos, pressionado pelo recuo nos preços do petróleo e pelas incertezas em torno do cenário fiscal brasileiro.
A possibilidade de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã fez o contrato do petróleo Brent para agosto fechar em queda de 5,06%, cotado a US$ 78,96 por barril — primeira vez desde março abaixo do patamar de US$ 80.
O mercado também monitorou a divulgação da pesquisa CNT/MDA, que apontou vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral. Em fala ao Broadcast, Matheus Spiess, analista da Empiricus, explicou que uma reeleição de Lula pode reduzir a probabilidade de avanços em reformas fiscais mais profundas.
Investidores aguardam agora as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta superquarta (17).
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Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras (ON -0,96% e PN -1,33%) voltaram a pressionar o índice, acompanhando a forte queda do petróleo no mercado internacional. Na contramão, a Vale avançou 0,34%, mesmo com a queda de 0,85% do minério de ferro.
Os principais bancos tiveram desempenho próximo da estabilidade. As ações do Itaú (PN) subiram 0,12%, enquanto Bradesco (PN) avançou 0,06%. Os papéis do Banco do Brasil registraram alta de 0,05%. Já Santander encerrou estável.
Entre as maiores altas do dia ficaram MRV (+2,32%), RD Saúde (+2,20%) e Telefônica Brasil (+1,33%). Já entre as quedas, ficaram Braskem (-9,23%), Magazine Luiza (-6,54%) e Usiminas (-6,20%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Fitch mantém nota do Brasil em ‘BB’
A agência de classificação de risco Fitch Ratings manteve a nota de crédito soberano do Brasil em “BB”, com perspectiva estável. Em seu relatório, a agência destacou que a escala e a qualidade de um eventual ajuste fiscal dependerão do resultado das eleições presidenciais.
A classificação “BB” indica que o país permanece abaixo do grau de investimento, selo concedido a economias consideradas de menor risco de crédito.











