O Federal Reserve (Fed) decidiu manter, de forma unânime, a taxa básica de juros dos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75% ao ano pela quarta reunião seguida. O resultado do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) foi divulgado na tarde desta “superquarta” (17).
A reunião marcou a primeira manutenção após a posse de Kevin Warsh, contrariando a pressão imposta pelo presidente Donald Trump, que criticou diversas vezes o ex-presidente do banco central norte-americano Jerome Powell por “demorar demais para cortar os juros”.
Segundo o relatório, a atividade econômica continua se expandindo em ritmo sólido, apesar da elevada incerteza, atribuída em parte ao conflito no Oriente Médio. O crescimento da produtividade e os investimentos de capital permanecem fortes.
Além disso, a criação de empregos acompanhou o avanço da força de trabalho, enquanto a taxa de desemprego apresentou pouca variação nos últimos meses.
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Para Marcelo Cabral, gestor de investimentos e fundador da Stratton Capital, diante das pressões inflacionárias e do forte aumento do petróleo devido à guerra no Irã, “a única postura possível era o Fed manter as taxas e adiar o tão esperado corte de juros para o final do ano ou início de 2027”.
Já Andressa Durão, economista da ASA, comenta que as projeções dos Dots (gráficos de projeções) praticamente deixaram de mostrar um corte para este ano e que, agora, as atenções se voltam para a primeira coletiva de imprensa de Warsh como presidente do banco central.
Mercado esperava uma manutenção nos juros dos EUA
Na abertura do mercado, às 10h45 (horário de Brasília), 99,6% dos analistas apostavam na manutenção da taxa de juros dos EUA, segundo o monitoramento FedWatch, do CME Group (imagem abaixo).

Para a próxima reunião, que acontecerá em 29 de julho, as apostas também são de manutenção (91%), embora haja analistas que enxerguem a possibilidade de um aumento de 0,25 p.p. nos juros dos EUA — indicando que as incertezas geopolíticas modificaram as perspectivas.











