O dólar fechou esta terça-feira (23) em alta de 0,89% frente ao real, a R$ 5,19. O movimento foi impulsionado pela busca global por ativos considerados mais seguros e pela expectativa em relação a indicadores de inflação nos Estados Unidos.
Um dos fatores que sustentou a valorização do dólar foi a divulgação do índice PMI composto dos EUA. O indicador, elaborado pela S&P Global, subiu de 51,5 pontos em maio para 52,2 pontos em junho, atingindo o maior nível em cinco meses. O resultado ficou acima das projeções, que esperavam recuo para 51,4 pontos.
Agora, as atenções se voltam para a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de maio, indicador de inflação favorito do Federal Reserve (Fed), previsto para quinta-feira (25).
Com o resultado, o dólar acumula valorização de 2,87% em junho. Apesar da alta recente, a moeda ainda apresenta queda de 5,49% frente ao real em 2026.
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Ata do Copom reduz ruído, mas mantém incertezas
No cenário doméstico, a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) ajudou a reduzir parte das dúvidas geradas pelo comunicado da reunião da semana passada. O documento indicou aumento das incertezas sobre a trajetória da política monetária e reforçou a possibilidade de uma pausa no ciclo de ajustes da taxa Selic, seguida por nova avaliação das condições econômicas.
Operadores observam que o diferencial de juros entre Brasil e EUA continua elevado, o que favorece a entrada de recursos estrangeiros em operações conhecidas como carry trade — estratégia que consiste em captar recursos em países com juros menores para investir em mercados que oferecem taxas mais altas.
Índice do dólar atinge maior nível em mais de um ano
O fortalecimento da moeda americana também foi refletido no Dollar Index (DXY), indicador que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes. No fim da tarde, o índice operava acima dos 101 pontos, próximo das máximas registradas em mais de um ano.
Em junho, o DXY acumula valorização próxima de 2,5%, enquanto no ano o avanço supera 3%.
O euro também perdeu força após a divulgação de indicadores econômicos mais fracos na Europa, contribuindo para o movimento global de valorização da moeda americana.











