Dois bustos romanos de mármore surgiram perto de Binyamina em uma posição estranha: de bruços, dentro de um antigo lagar. A descoberta indica que as peças foram escondidas com cuidado, mas o motivo ainda intriga os arqueólogos.
Por que os bustos romanos chamaram tanta atenção?
Os dois objetos são protomes, esculturas que mostram cabeça e parte superior do corpo. Esse tipo de peça era comum em ambientes de prestígio na Antiguidade, principalmente quando famílias ricas queriam associar a casa a cultura, filosofia e tradição greco-romana.
A escavação ocorreu antes de obras ferroviárias na região. Como os bustos romanos estavam relativamente preservados e fora do local original, o achado ganhou peso por unir conservação rara, contexto incomum e várias perguntas sem resposta.

O que havia dentro do antigo lagar?
Os arqueólogos encontraram as peças dentro de um poço de coleta de vinho ligado a uma instalação de produção da época romana-bizantina. O lagar, estrutura usada para prensar uvas e conduzir o mosto, já não parecia estar em uso quando recebeu as esculturas.
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O detalhe mais estranho é a posição das peças. Elas foram colocadas de bruços, lado a lado, de modo organizado. Isso reduz a chance de descarte casual e reforça a hipótese de ocultação deliberada.
Os três pontos que tornam o achado tão incomum são:
Quem pode ser o Licurgo gravado no mármore?
Um dos bustos romanos traz uma inscrição em grego com o nome Licurgo. Os pesquisadores trabalham com cautela porque o nome pode remeter ao lendário legislador de Esparta ou a Licurgo de Atenas, político e orador do século IV a.C.
A ligação com a região de Cesareia Marítima é importante porque a antiga cidade concentrava elite, edifícios públicos e cultura romana. Perto do achado, também já haviam sido identificados restos de um banho antigo.
As hipóteses principais são:
- Representação de uma figura histórica associada à cultura grega
- Peça decorativa de uma villa luxuosa da região
- Objeto preservado por gerações antes de ser escondido
- Escultura transferida de outro edifício para o lagar
- Ocultação por medo de roubo, guerra ou tensão religiosa

Por que alguém esconderia bustos romanos de mármore?
A resposta ainda não é definitiva. A escavação arqueológica indica que as peças foram postas ali depois que o lagar saiu de uso. Isso sugere proteção, esconderijo ou deslocamento planejado.
Quem quer acompanhar a aparência das peças vai curtir esse vídeo do canal Israel Antiquities Authority Official Channel, que tem mais de 22 mil inscritos, onde os bustos aparecem após a retirada do solo:
O que os detalhes do achado revelam sobre os bustos romanos?
Os dados conhecidos ajudam a separar fato de hipótese. A datação aproximada aponta para a época romana, enquanto o local de depósito pertence a um contexto romano-bizantino, sinal de que as esculturas talvez já fossem antigas quando foram enterradas.
A leitura mais segura, por enquanto, é que os bustos romanos pertenciam a um ambiente de prestígio e foram retirados de seu lugar original antes de serem ocultados.
O quadro resume os pontos principais:
| Elemento | O que indica | Status |
|---|---|---|
| Mármore preservado Duas protomes com cerca de 1.700 anos | Objetos de alto valor, provavelmente ligados a um ambiente rico | Bem documentado |
| Inscrição Licurgo Nome grego em uma das peças | Pode apontar para figura espartana ou ateniense, mas sem identificação final | Em estudo |
| Enterro de bruços Peças colocadas dentro do poço de vinho | Sugere ocultação intencional após o abandono do lagar | Hipótese forte |
O que ainda falta saber sobre essa descoberta?
A próxima etapa envolve limpeza, conservação e estudo das esculturas. Os pesquisadores querem definir melhor quem são as figuras, onde ficavam originalmente e em que momento foram levadas para dentro do lagar.
O valor da descoberta está justamente nessa tensão entre beleza e mistério. Os bustos romanos não contam apenas uma história de luxo antigo, mas também de medo, preservação e memória material enterrada por séculos.











