As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta quarta-feira (24) sem direção única, com o índice Nasdaq registrando nova queda em meio às preocupações dos investidores com o setor de tecnologia ligado à inteligência artificial (IA).
Nesse cenário, as ações da Micron caíram 0,37% antes da divulgação de seus resultados trimestrais. Os papéis da Sandisk recuaram mais de 2%, ampliando as perdas após a queda de cerca de 13% registrada pelas duas empresas no pregão anterior.
O mercado também reagiu à cautela dos investidores em um ambiente marcado pela possibilidade de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve (Fed).
Confira o desempenho dos índices de Nova York:
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- Dow Jones subiu 0,35% (51.848,90 pontos);
- S&P 500 caiu 0,10% (7.358,22 pontos);
- Nasdaq recuou 0,43% (25.476,64 pontos).
Movimentações no mercado de ações
O setor de energia também contribuiu para o desempenho misto dos índices dos EUA. A queda dos preços do petróleo pela terceira sessão nesta semana pressionou as ações das principais petroleiras americanas.
Os papéis da Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips recuaram mais de 2% cada. O fundo State Street Energy Select Sector, que acompanha o desempenho das empresas do setor energético, registrou queda próxima de 2%.
Na contramão do mercado, ações ligadas ao setor imobiliário avançaram após a aprovação, pela Câmara dos Representantes e pelo Senado dos EUA, de um projeto de lei voltado à redução dos custos de moradia — que deve movimentar o setor.
As empresas do segmento registraram fortes ganhos. A Builders FirstSource avançou 11%, a PulteGroup subiu 7,2% e a KB Home disparou 16,7%.
Mercado reduz influência do petróleo sobre Wall Street
Segundo a Capital Economics, os investidores estão cada vez mais concentrados nos fatores domésticos da economia americana, especialmente nas perspectivas para os juros e no futuro dos investimentos relacionados à inteligência artificial.
A análise avalia que as dúvidas sobre a sustentabilidade da atual onda de investimentos em IA, somadas à forte valorização recente das ações de fabricantes de chips e à possibilidade de uma postura mais rígida do Fed sob a liderança de Kevin Warsh, têm reduzido a correlação entre os mercados acionários e os movimentos do petróleo.











