A Rodovia Amaral Peixoto organiza parte essencial do deslocamento entre a Região Metropolitana, a Região dos Lagos e o Norte Fluminense. Embora o recorte de 180 km seja comum, registros técnicos citam cerca de 200 km na ligação até Macaé.
Onde fica a Rodovia Amaral Peixoto?
A Rodovia Amaral Peixoto, oficialmente RJ-106, sai da ligação com a RJ-104, na altura de São Gonçalo, e segue em direção a Macaé. Por isso, ela conecta áreas urbanas, balneários e trechos de pista simples.
Ao longo do percurso, a estrada passa por municípios como Maricá, Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Casimiro de Abreu e Rio das Ostras. Dessa forma, funciona como eixo regional, não apenas como rota turística.

Quais cidades da Região dos Lagos dependem da RJ-106?
Araruama, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio estão entre os pontos mais importantes do trajeto. Além disso, a rodovia serve como acesso indireto a áreas de Arraial do Cabo, Búzios e bairros costeiros que dependem de ramais locais.
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Essa dependência explica a pressão no verão. Quando a população flutuante cresce, deslocamentos de moradores, ônibus intermunicipais, cargas, turistas e serviços passam a disputar a mesma infraestrutura, especialmente nos acessos a praias e travessias urbanas.
A seguir, alguns acessos associados ao roteiro:
- Lagoa de Araruama: aparece junto ao eixo entre Araruama e Iguaba Grande.
- Praia Seca: depende de conexão local a partir da região de Araruama.
- Tamoios: distrito de Cabo Frio ligado ao fluxo da RJ-106.
- Rio das Ostras: marca a transição para o Norte Fluminense.
Quais são os maiores gargalos de tráfego no verão?
Os gargalos mais conhecidos aparecem em acessos urbanos, entradas de praias, retornos mal dimensionados e trechos ainda sem duplicação. A Serra do Mato Grosso, entre Maricá e Saquarema, costuma exigir atenção por curvas, fluxo intenso e pista mais estreita.
Além disso, o retorno de feriados concentra veículos no sentido da Região Metropolitana. Consequentemente, a estrada deixa de ser apenas via cênica e assume função de corredor de escoamento, com retenções perto de semáforos, postos, centros comerciais e entroncamentos.
Na tabela abaixo, os pontos críticos ficam mais claros:
| Trecho | Motivo de atenção |
|---|---|
| Maricá a Saquarema | Curvas, serra e pista simples em parte do trajeto |
| Araruama a São Pedro da Aldeia | Fluxo turístico e acessos à lagoa |
| Rio das Ostras a Macaé | Tráfego regional, trabalho e obras de duplicação |
O que está previsto para a duplicação da RJ-106?
As obras não avançam como um projeto único em toda a rodovia. Há intervenções por trechos, como recuperação entre São Gonçalo e Maricá, além de duplicações discutidas ou executadas na área de Rio das Ostras e no corredor até Macaé.
Em 2025, uma licitação do DER-RJ registrou obra na RJ-106 entre Rio das Ostras e Macaé, com valor estimado de R$ 98,3 milhões. Portanto, a ampliação segue localizada, com impacto maior nos gargalos do Norte Fluminense.

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Vale dirigir pela RJ-106 como roteiro turístico?
Sim, desde que o motorista trate a estrada como roteiro de deslocamento regional, não como passeio lento à beira-mar em todo o percurso. Em vários pontos, a paisagem de lagoas, restingas e bairros litorâneos aparece entre áreas urbanas e trechos comerciais.
Por outro lado, a viagem rende mais quando inclui paradas planejadas em Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Rio das Ostras. Assim, a RJ-106 funciona como porta de entrada para praias e lagoas, não como destino isolado.











