O dólar fechou esta segunda-feira (29) em alta de 0,13% frente ao real, a R$ 5,17. Segundo operadores, o mercado teve menor volume de negociações devido ao jogo da seleção brasileira contra o Japão pela Copa do Mundo.
Além disso, fatores técnicos relacionados à rolagem de contratos para a virada do mês e à formação da última taxa Ptax de junho influenciaram os negócios.
Agora, as atenções do mercado se voltam para os indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, especialmente o relatório oficial de emprego (payroll) referente a junho, considerado um dos principais termômetros para as próximas decisões do Federal Reserve (Fed).
Com o resultado desta sessão, a moeda americana acumula valorização de 2,61% em junho. No ano, entretanto, o dólar ainda apresenta queda de 5,73%.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
Cenário doméstico teve impacto limitado
No Brasil, investidores acompanharam a divulgação da deflação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) em junho e uma pesquisa eleitoral que apontou redução da diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar disso, esses fatores tiveram influência limitada sobre a formação da taxa de câmbio ao longo do dia.
Dólar perde força no exterior
O Dollar Index (DXY), indicador que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava pouco mais de 0,20% no fim da tarde, aos 101,100 pontos. Apesar da queda no dia, o índice ainda acumula alta superior a 2% em junho e avanço acima de 2,8% no ano.
Enquanto isso, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano permaneceram praticamente estáveis, com o retorno da T-note de dois anos próximo de 4,10%.
Petróleo volta a subir
Após recuar quase 10% na semana passada, o petróleo voltou a subir. O movimento foi impulsionado por informações divergentes sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e por incertezas envolvendo o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz.
O contrato do petróleo Brent para setembro, referência para a Petrobras, fechou em alta de 1,80%, cotado a US$ 73,91 por barril.











