O Brasil ocupa, pela 15ª vez seguida, a última posição entre os países que menos têm retorno de seus impostos para o bem-estar, segundo o Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (IRBES), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
Desde a criação do índice, em 2011, o País aparece na última colocação do ranking que compara as 30 nações com maior carga tributária do mundo, apesar do elevado volume de arrecadação.
O estudo mede a relação entre a carga tributária e o retorno desses recursos para a população, utilizando indicadores de desenvolvimento humano, como saúde, educação e qualidade de vida.
Segundo o IBPT, o resultado indica que a arrecadação brasileira continua elevada, mas sem um retorno proporcional em serviços públicos e bem-estar social.
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Ranking compara carga tributária e desenvolvimento humano
De acordo com o levantamento, a Irlanda lidera o ranking pela oitava vez, seguida por Suíça, Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália. Na avaliação do instituto, esses países conseguem transformar a arrecadação de tributos em melhores indicadores sociais.
Na outra ponta da lista, além do Brasil, aparecem Itália, Hungria, França e Grécia entre os países com menor retorno dos impostos para a sociedade. Outros países da América do Sul citados no estudo, Uruguai e Argentina, ocupam a oitava e 13ª posição, respectivamente.

Segundo o presidente-executivo do IBPT, João Elói Olenike, o Chile provavelmente também estaria à frente do Brasil, mas não integra o ranking por possuir carga tributária inferior ao critério adotado pelo estudo.
IBPT aponta desafios para melhorar posição em ranking de impostos
Para Olenike, a permanência do Brasil na última colocação ao longo das edições do IRBES mostra que o aumento da arrecadação não tem sido acompanhado por avanços proporcionais nos indicadores sociais.
O executivo afirma que uma melhora no desempenho dependeria de medidas como redução de gastos considerados desnecessários, combate à corrupção e aumento dos investimentos em áreas como educação, saúde, saneamento, habitação, pesquisa e segurança pública.
O IRBES utiliza dados de carga tributária e do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para comparar como os países convertem a arrecadação de impostos em benefícios para a população. Segundo o IBPT, o objetivo é avaliar a eficiência da aplicação dos recursos públicos entre as nações com maior nível de tributação.











