O dólar fechou esta quinta-feira (2) praticamente estável frente ao real, em leve queda de 0,04%, a R$ 5,21. Durante a sessão, o recuo foi maior após a divulgação do payroll dos Estados Unidos, mas perdeu força. Na semana, a moeda americana acumula alta de 0,79%.
Segundo participantes do mercado, fatores domésticos impediram que o real acompanhasse o movimento de enfraquecimento do dólar observado no exterior.
Entre os pontos citados estão a percepção de deterioração do quadro fiscal brasileiro, incertezas no cenário político e o fim do chamado “trade do petróleo“. A recente queda dos preços do petróleo, impulsionada pelo avanço das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, reduziu esse suporte ao real.
Mercado cita cenário fiscal e político
Analistas não identificaram um único fator para a recuperação do dólar durante a tarde, mas mencionaram o desconforto dos investidores com declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre a reforma tributária.
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Também repercutiu uma reportagem publicada pelo The Intercept Brasil sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Dólar recua no exterior
Enquanto o real perdeu força, o dólar caiu frente às principais moedas globais. O Índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, recuou mais de 0,5%, chegando à mínima de 100,558 pontos e rompendo o nível de 101 pontos.
Nos dois primeiros pregões de julho, o indicador acumula queda próxima de 0,5%, após avançar mais de 2% em junho. No ano, porém, o índice ainda registra valorização superior a 2,6%.
Payroll reduz apostas de alta dos juros
O relatório oficial de emprego dos EUA mostrou a criação de 57 mil vagas em junho, abaixo da mediana das projeções de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam 110 mil postos de trabalho.
Já a taxa de desemprego caiu de 4,3% para 4,2%, movimento atribuído, em parte, à redução da participação da população no mercado de trabalho.
Após os dados, as probabilidades de uma alta de juros pelo Fed em setembro diminuíram. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a chance de aumento da taxa caiu de cerca de 64% para pouco mais de 50%.
Para dezembro, contudo, o mercado ainda atribui probabilidade superior a 70% de aperto monetário.











