A empresa de biotecnologia Biomason está reescrevendo as regras da construção civil com um método biológico revolucionário. Em vez de aquecer rochas em fornos poluentes, a companhia usa bactérias marinhas para “cultivar” revestimentos cimentícios firmes.
Por que a produção de cimento tradicional é tão poluente para o clima?
A calcinação do calcário é o coração do problema ambiental. Para produzir o cimento Portland comum, a indústria precisa aquecer fornos gigantes a temperaturas que ultrapassam os mil e quatrocentos graus Celsius, queimando toneladas de combustíveis fósseis ininterruptamente.
Além da fumaça do forno, a própria reação química da quebra da rocha calcária libera volumes massivos de CO2 na atmosfera. Esse processo é o motivo pelo qual a indústria cimenteira é responsável por quase oito por cento das emissões globais de carbono.

Como o método de biocimentação imita a formação de recifes de corais?
A biologia estrutural da tecnologia utiliza cepas de bactérias inofensivas que ocorrem naturalmente no oceano. A empresa injeta esses microrganismos em moldes preenchidos com agregados, como areia ou resíduos de mineração reaproveitados.
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Para comprovar a eficiência ecológica do processo frente à manufatura pesada, o U.S. Green Building Council (USGBC) atesta os benefícios da inovação, comparados na tabela a seguir:
| Indicador de Produção | Cimento Tradicional (Portland) | Biocimento (Biomason) |
| Temperatura do Processo | Mil e quatrocentos graus Celsius | Temperatura ambiente (frio) |
| Tempo de Cura/Formação | Vinte e oito dias para cura ideal | Formação total em setenta e duas horas |
| Pegada de Carbono Final | Altamente emissivo e poluente | Redução comprovada de noventa por cento |
Quais são as limitações atuais para o uso desse material na estrutura?
A resistência à compressão dos blocos cultivados ainda não substitui o concreto armado em fundações ou pilares de arranha-céus. A tecnologia, por enquanto, é focada em materiais de acabamento, como lajotas e revestimentos de fachadas comerciais.
Foco no Acabamento: O material biológico apresenta uma estética única e polida, sendo ideal para pisos e revestimentos internos de edifícios que buscam a certificação ambiental LEED máxima em seus projetos.
Para vislumbrar o potencial da biotecnologia na criação de materiais sustentáveis na construção, selecionamos o conteúdo do canal RE:TV. No vídeo a seguir, os pesquisadores detalham visualmente como utilizam bactérias para cultivar os tijolos ecológicos da Biomason:
O que a água nutritiva fornece para o cultivo rápido dos blocos?
A solução rica em nutrientes contém cálcio e compostos que “alimentam” as bactérias dentro do molde. À medida que digerem essa solução, os microrganismos excretam carbonato de cálcio, que atua como uma cola poderosa, unindo os grãos de areia rapidamente.
Para detalhar o passo a passo dessa manufatura viva nas fábricas de tijolos sustentáveis, os desenvolvedores da biotecnologia destacam as fases de produção nos quadros descritivos:
Como a inovação tenta resolver a crise climática da construção?
A meta de descarbonização da construção civil exige tecnologias disruptivas. Ao provar que é possível fabricar materiais em temperatura ambiente, a empresa desafia o dogma centenário de que o fogo industrial é a única forma de endurecer minerais na terra.
Para esclarecer o nível de segurança e viabilidade dessa técnica inovadora no mercado, agrupamos as dúvidas frequentes respondidas pelos engenheiros e biólogos responsáveis pelo projeto sustentável.
❓ Dúvidas Frequentes sobre os Blocos Biológicos
Os blocos cultivados continuam vivos após a instalação no prédio?
Não. O processo final de produção desidrata o material completamente. Sem a solução rica em nutrientes e água fluindo, as bactérias morrem, e o bloco torna-se um mineral sólido inerte como qualquer pedra natural.
O material biológico possui cheiro forte ou coloração escura?
O biocimento é inodoro e, naturalmente, adota a cor clara da areia utilizada como base. A empresa pode adicionar pigmentos sustentáveis à mistura para criar padrões estéticos idênticos ao porcelanato tradicional.











