O BTG Pactual manteve a recomendação de compra para as ações da Cury (CURY3) após a divulgação da prévia operacional do segundo trimestre de 2026, que gerou uma reação negativa no mercado e a fez liderar entre as maiores quedas do pregão nesta quarta-feira (8).
Apesar da queda de 6,26%, aos R$ 31,87, o BTG segue positivo com a construtora, apoiado no forte caixa da companhia, que atingiu o 29º trimestre de geração positiva.
Mesmo com as vendas ligeiramente abaixo das estimativas do banco, para o BTG, a construtora continua bem posicionada para entregar crescimento de resultados em 2026, sustentada por três fatores:
- o momento favorável do programa Minha Casa, Minha Vida;
- a expectativa de crescimento do lucro e da geração de caixa em 2026;
- e a negociação das ações a cerca de 6 vezes o lucro projetado para 2027, indicador conhecido como múltiplo preço/lucro (P/L), utilizado para avaliar o valor relativo de uma empresa em relação aos seus resultados futuros.
Geração de caixa da Cury (CURY3) supera projeção
O principal destaque da prévia operacional, na avaliação do BTG, foi a geração de R$ 145 milhões em fluxo de caixa livre. Fluxo de caixa livre representa os recursos gerados pela empresa após os investimentos necessários para manter ou expandir suas operações.
O resultado ficou acima da estimativa de R$ 100 milhões feita pelo banco. Segundo o BTG, esse desempenho reforça o modelo operacional da companhia e amplia a capacidade de continuar remunerando os acionistas por meio de dividendos.
Vendas ficam abaixo da estimativa do BTG, mas lançamentos avançam
As vendas brutas da Cury somaram R$ 2,22 bilhões entre abril e junho, queda de 11% em relação ao mesmo período de 2025. Os cancelamentos recuaram 28%, para R$ 171 milhões, fazendo com que as vendas líquidas encerrassem o trimestre em R$ 2,05 bilhões, retração de 10% na comparação anual.
O resultado ficou cerca de 7% abaixo da projeção do BTG Pactual. Mesmo assim, a construtora manteve uma velocidade de vendas — indicador que mede a proporção das unidades vendidas em relação ao estoque disponível — de 40,5%, ante 48% no segundo trimestre do ano passado.
A Cury lançou 11 empreendimentos no segundo trimestre, sendo oito em São Paulo e três no Rio de Janeiro. O Valor Geral de Vendas (VGV) lançado alcançou R$ 2,26 bilhões, alta de 1% na comparação anual e em linha com as estimativas do BTG.
Segundo o banco, aproximadamente 56% das unidades lançadas já haviam sido comercializadas até o fim do trimestre, sinalizando manutenção do ritmo de vendas.
A companhia também iniciou a construção de 5,7 mil unidades, crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2025, além de ceder R$ 2 bilhões em recebíveis para instituições financeiras.











