Trocar uma janela antiga por uma esquadria moderna pode melhorar o conforto e apagar justamente o detalhe que dava identidade à casa. O Pilkington Spacia enfrenta esse conflito com um vidro insulado a vácuo fino, pensado para entregar isolamento térmico sem exigir perfis tão volumosos.
O que é Pilkington Spacia e como o vácuo muda o vidro?
O Pilkington Spacia é um tipo de vidro insulado que substitui a grande câmara encontrada em muitos vidros duplos por uma cavidade extremamente fina da qual o ar é retirado. O conjunto mantém duas lâminas de vidro separadas por microespaçadores.
Como há pouquíssimo gás entre as lâminas, a transferência de calor por condução e convecção é reduzida. Uma camada de baixa emissividade também ajuda a controlar a troca de calor por radiação, permitindo que o conjunto permaneça muito mais fino do que uma unidade dupla convencional.

Como um vidro tão fino consegue desempenho térmico de vidro duplo?
A lógica está menos na quantidade de vidro e mais no espaço entre as lâminas. Nas configurações clássicas, a cavidade a vácuo tem cerca de 0,2 mm, permitindo conjuntos com pouco mais de 6 mm e desempenho térmico comparável ao de muitos vidros duplos convencionais.
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No vídeo abaixo, é possível visualizar como o Pilkington Spacia é construído e observar por que a pequena cavidade a vácuo muda o desempenho sem criar um conjunto espesso.
Por que o Pilkington Spacia faz sentido em casas antigas e restaurações?
O problema de muitas janelas antigas não é apenas o vidro simples. Os caixilhos também podem ser estreitos, delicados e visualmente importantes. Um vidro duplo espesso pode exigir alterações profundas, enquanto o perfil fino do Pilkington Spacia pode facilitar a preservação de esquadrias compatíveis.
Isso não significa encaixar o produto em qualquer janela antiga. Estado da madeira ou do metal, profundidade do rebaixo, dimensões do vidro e capacidade do caixilho precisam ser avaliados. A vantagem está em abrir uma alternativa entre manter baixo desempenho e substituir completamente uma janela de valor arquitetônico.
Em quais esquadrias o vidro a vácuo pode ser aproveitado?
A aplicação depende da compatibilidade entre vidro e caixilho. Janelas antigas de madeira, sistemas de correr e perfis estreitos podem se beneficiar da pequena espessura, mas cada situação exige conferência do estado da estrutura, apoio das bordas, folgas, retenção e dimensões da peça.
A comparação abaixo ajuda a perceber onde a preservação pode ser mais viável:
| Situação da janela | Principal vantagem | Avaliação necessária |
|---|---|---|
| Caixilho original em bom estado | Maior chance de preservar a aparência existente | Boa candidata |
| Caixilho reparável | Pode combinar restauração e melhoria térmica | Exige reparos |
| Perfil muito estreito | A pequena espessura reduz conflitos de encaixe | Medir com precisão |
| Estrutura muito deteriorada | Preservar pode deixar de ser a melhor solução | Revisão completa |
Quais detalhes precisam ser conferidos antes da instalação?
A espessura reduzida não elimina a necessidade de projeto. O profissional precisa verificar medidas, estado do caixilho, profundidade disponível, apoio do vidro e condições de vedação. O conjunto a vácuo também possui elementos próprios, como microespaçadores internos e um ponto de fechamento do processo de fabricação.
Outro cuidado é tratar o vidro como parte de uma janela completa. Infiltrações de ar ao redor do caixilho, madeira deteriorada ou ferragens com folga podem continuar prejudicando o conforto. Melhorar apenas a área envidraçada não corrige automaticamente todos os problemas da esquadria.

Quando vale preservar a esquadria em vez de trocar tudo?
Preservar pode fazer mais sentido quando a janela tem valor estético, histórico ou construtivo e ainda apresenta condições para recuperação. Nesse cenário, o Pilkington Spacia cria uma possibilidade interessante: elevar o desempenho térmico sem obrigar o projeto a adotar uma esquadria moderna e visualmente incompatível.
A decisão, porém, precisa considerar o conjunto inteiro. Estado do caixilho, custo de restauração, dimensões, segurança e desempenho esperado devem ser analisados antes da troca do vidro. A maior qualidade da solução não está apenas em ser fina, mas em permitir que conforto e identidade arquitetônica deixem de ser escolhas opostas.











