A Starbucks voltou a acelerar seu plano de expansão no Brasil após um período de reorganização, iniciado com a transferência da operação da marca para a Zamp, operadora do Burger King no país, e espera abrir 30 lojas neste ano.
Até setembro, a rede projeta 13 inaugurações de lojas na Grande São Paulo. Atualmente, a Starbucks opera 113 unidades no Brasil.
O movimento marca uma mudança de estratégia após o período em que a rede concentrou esforços na reorganização da operação brasileira, afetada pela recuperação judicial da antiga licenciada SouthRock, no fim de 2023, e pela reestruturação global conduzida pela companhia.
Segundo a Starbucks, a expansão está concentrada em áreas que reúnem escritórios, comércio, gastronomia e espaços de lazer, acompanhando diferentes momentos da rotina dos consumidores.
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“A previsão de cerca de 30 novas lojas em 2026 reforça nossa estratégia de crescimento consistente em cidades onde já estamos presentes, reaproximando a marca dos consumidores e ampliando as oportunidades de conexão em seu dia a dia”, afirma Mariane Wiederkehr, presidente da Starbucks Brasil.
Reestruturação global incluiu fechamento de lojas
A retomada no Brasil ocorre paralelamente à reestruturação global da Starbucks. Nos últimos anos, a companhia anunciou um plano de aproximadamente US$ 1 bilhão, que incluiu o fechamento de cerca de 400 lojas — aproximadamente 1% da rede mundial — e a demissão de cerca de 900 funcionários corporativos.
Na ocasião, o CEO da Starbucks, Brian Niccol, afirmou que as unidades encerradas não atendiam às expectativas da companhia ou apresentavam baixa rentabilidade.
Mesmo com a redução de parte da operação, a empresa manteve o plano de abrir novas lojas em mercados considerados estratégicos.
Starbucks foi acusada de transferir lucros artificialmente
Em meio à reorganização, a Starbucks foi acusada em março do ano passado de desviar cerca de US$ 1,3 bilhão em lucros globais na última década, utilizando uma subsidiária na Suíça, segundo informações de um relatório do Centro Internacional de Pesquisa em Assuntos Fiscais Corporativos (CICTAR, na sigla em inglês) ao qual o Monitor do Mercado teve acesso.
Na ocasião, ao ser procurada pelo Monitor, a Starbucks afirmou que a rede estava em total conformidade com as leis fiscais no mundo todo, com uma taxa de imposto global de mais de 24% em 2024. Confira o caso completo clicando aqui.











