O dólar fechou esta segunda-feira (13) em alta de 0,47%, a R$ 5,13, impulsionado pelo avanço da moeda americana no exterior, pela disparada dos preços do petróleo e pelo aumento das tensões no Oriente Médio. Na máxima, a moeda chegou à máxima de R$ 5,14.
A valorização do dólar ocorreu em paralelo à forte alta do petróleo, após o agravamento das tensões no Oriente Médio. O contrato do petróleo Brent para agosto fechou com avanço de 9,59%, a US$ 83,30 por barril, renovando máximas ao longo da tarde.
O mercado reagiu a anúncios e relatos envolvendo a região, incluindo a decisão dos Estados Unidos de assumir o controle do Estreito de Ormuz, além de informações sobre um bloqueio marítimo contra o Irã e novos episódios de conflito envolvendo países e grupos da região.
Embora a alta do petróleo possa beneficiar o Brasil por elevar receitas de exportação da commodity, operadores observam que, em um primeiro momento, prevaleceu a redução da exposição a ativos de mercados emergentes.
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Outro fator que favoreceu a moeda americana foi o aumento das expectativas em torno da política monetária dos EUA. O diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, afirmou que poderá ser necessário elevar os juros caso o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho apresente aceleração acima do esperado.
Apesar da alta do dia, o dólar ainda registra recuo de 0,59% em julho e acumula perdas de 6,50% em 2026.
Dólar sobe no exterior
Refletindo esse cenário, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a superar o patamar de 101 pontos, atingindo máxima de 101,288 pontos.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano também avançaram. A taxa da Treasury de dois anos, considerada uma das mais sensíveis às expectativas de juros, se aproximou de 4,28% durante o dia.











