O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (13) em queda de 1,20%, aos 175.739,08 pontos, pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente em torno do Estreito de Ormuz.
Esse movimento elevou os preços do petróleo. O contrato do Brent para setembro fechou em alta de 9,5%, cotado a US$ 83,30 por barril.
Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país pretende assumir o controle da região e cobrar taxas das embarcações para custear a segurança da navegação. Mais tarde, Trump anunciou o bloqueio de portos e áreas costeiras do Irã.
O governo iraniano classificou a medida como uma agressão direta e prometeu reagir. O mercado também monitorou relatos de ataques entre Iêmen e Arábia Saudita e explosões na cidade iraniana de Bandar Abbas, onde está localizada uma importante base naval do país.
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Em julho, a Bolsa ainda acumula ganho de 2,16%. No ano, a valorização é de 9,07%.
Destaques do Ibovespa
A disparada do petróleo favoreceu a Petrobras (ON +3,44% e PN +2,55%) e evitou uma queda mais intensa do índice. Já a Vale (VALE3) recuou 1,79%, desempenho mais negativo do que o observado no minério de ferro, que caiu 0,47% nos mercados asiáticos.
Os bancos também pressionaram a Bolsa. As ações do BTG Pactual (units) caíram 2,06%. Itaú (PN) perdeu 1,76%, seguido por Banco do Brasil (ON), com baixa de 1,65%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Braskem (+4,68%), CSN Mineração (+4,21%) e Petrobras (+3,44% e 2,55%). Já entre as quedas, ficaram Auren Energia (-5,45%), MRV (-5,39%) e WEG (-4,56%).
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