Energia das ondas é a tentativa de transformar o balanço constante do mar em eletricidade. A ideia parece simples: capturar o sobe e desce da água, converter esse movimento em força mecânica e alimentar geradores.
Como a energia das ondas vira eletricidade?
A energia das ondas aproveita a energia cinética e potencial do movimento marítimo. Em alguns sistemas, boias sobem e descem. Em outros, a água comprime ar, movimenta pistões ou aciona sistemas hidráulicos.
Depois da captura, entra a etapa chamada conversão de potência. O movimento irregular das ondas precisa virar rotação, pressão hidráulica ou corrente elétrica controlada, capaz de ser entregue a baterias, equipamentos locais ou à rede.

Por que o mar é visto como fonte renovável promissora?
O oceano concentra energia em ondas, marés, correntes e diferenças térmicas. No caso das ondas, a força vem principalmente da ação do vento sobre a superfície do mar, acumulando energia que viaja por longas distâncias.
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O OES, rede ligada à cooperação internacional em energia oceânica, aponta que tecnologias modulares podem capturar energia cinética e potencial associada às ondas, com diferentes conceitos conforme profundidade e localização.
Quais equipamentos tentam capturar o movimento das ondas?
Não existe apenas um modelo dominante. A energia ondomotriz ainda reúne várias arquiteturas, porque o mar pode ser aproveitado por oscilação vertical, movimento angular, variação de pressão, coluna d’água ou deformação de estruturas flutuantes.
YMYL-Tech: a tecnologia ainda deve ser tratada como campo em desenvolvimento. Há protótipos, testes e projetos demonstrativos, mas a escala comercial depende de custo, confiabilidade, padronização, licenciamento ambiental e operação segura em mar aberto.
Quais caminhos a energia ondomotriz pode usar?
A energia ondomotriz pode usar boias flutuantes, colunas de água oscilante, painéis articulados, corpos submersos ou sistemas costeiros integrados a quebra-mares. Cada solução tenta capturar uma forma diferente do movimento do oceano.
Os principais pontos para observar são:
- Boias oscilantes: sobem e descem com as ondas e acionam geradores ou sistemas hidráulicos.
- Coluna de água: o movimento do mar comprime ar e movimenta uma turbina.
- Sistemas articulados: partes móveis flexionam com a passagem das ondas e extraem energia mecânica.
- Equipamentos costeiros: aproveitam ondas próximas à costa, com acesso mais fácil para manutenção.
- Parques offshore: agrupam vários conversores, mas exigem cabos, ancoragem e operação marítima complexa.
O litoral brasileiro pode aproveitar energia das ondas?
O Brasil tem uma costa extensa e diversidade de regimes de onda. Isso cria interesse técnico, especialmente em trechos com boa regularidade, proximidade de consumo, infraestrutura portuária e possibilidade de integração com pesquisa oceânica.
Mesmo assim, potencial natural não vira eletricidade sozinho. É preciso medir o recurso por região, estudar impactos ambientais, testar equipamentos no mar, avaliar conexão à rede e comparar custos com outras fontes renováveis já maduras.

Quais obstáculos ainda travam essa tecnologia?
O mar é um ambiente agressivo. Sal acelera corrosão, organismos grudam nas superfícies, tempestades geram cargas extremas, cabos sofrem desgaste e qualquer manutenção offshore custa mais que uma intervenção em terra.
Além disso, as ondas são variáveis. O equipamento precisa produzir em condições normais, resistir em condições extremas e entregar energia previsível o suficiente para justificar investimento, seguro, licenciamento e operação de longo prazo.
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