O dólar fechou esta quarta-feira (15) praticamente estável, com leve alta de 0,01%, a R$ 5,08. Nos Estados Unidos, novos indicadores mostraram desaceleração das pressões inflacionárias, aumentando as expectativas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed).
Segundo analistas, fatores internos reduziram o potencial de valorização da moeda brasileira. Entre eles, esteve a repercussão de pesquisas eleitorais que indicaram aumento da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cenários para a eleição presidencial.
Também permaneceu no radar do mercado a expectativa de confirmação das tarifas de 25% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros. A medida pode ser anunciada com uma lista ampliada de exceções, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Pesquisa eleitoral entra no radar do mercado
Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta semana mostrou mudança nos índices de aprovação do governo. A pesquisa apontou que a aprovação do presidente Lula superou a desaprovação.
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No cenário de primeiro turno, Lula avançou de 39% para 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou de 29% para 28%. Em uma simulação de segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do senador.
Analistas avaliam que o cenário eleitoral pode influenciar a percepção de risco dos investidores em relação às contas públicas e à condução da política fiscal nos próximos anos.
Inflação dos EUA reforça expectativa sobre o Fed
O movimento global de enfraquecimento do dólar ganhou força após a divulgação de novos dados de inflação nos EUA. O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) caiu 0,3% em junho, em linha com as projeções do mercado.
Já o núcleo do indicador, que exclui itens com preços mais voláteis, como alimentos e energia, avançou 0,2%, abaixo das expectativas.
Na terça-feira (14), o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) também surpreendeu ao mostrar uma deflação maior do que a esperada pelo mercado. Os números reduziram as apostas de novas altas de juros pelo Fed no curto prazo.
Dólar perde força no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava cerca de 0,40% no fim da tarde, aos 100,5 pontos. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries, os títulos públicos americanos, também caíram após os dados de inflação.
No Senado dos EUA, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que tanto o CPI quanto o PPI possuem limitações para medir a tendência da inflação subjacente, mas reforçou o compromisso da autoridade monetária com a estabilidade dos preços.











